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Marisa (AMAR3) tomba na Bolsa após prejuízo e alerta de auditoria sobre continuidade

Marisa (AMAR3) tomba na Bolsa após prejuízo e alerta de auditoria sobre continuidade
Foto: Suno/Banco

A Marisa (AMAR3) despenca 8,75% após prejuízo de R$ 95,8 milhões no 1T26 e alerta da auditoria sobre continuidade operacional. As ações da Marisa (AMAR3) eram negociadas a R$ 0,73 por volta das 15h desta segunda-feira (18), refletindo a piora nos fundamentos e o aumento das incertezas. O movimento ocorre após a divulgação do balanço trimestral, que reverteu o lucro de R$ 2,4 milhões do 1T25 para prejuízo expressivo, reacendendo o debate sobre a capacidade de recuperação da companhia.

No trimestre, a receita líquida caiu 3,8%, para R$ 286,5 milhões, enquanto o Ebitda recuou 66,9%, a R$ 28,6 milhões. A deterioração operacional veio acompanhada de um resultado financeiro negativo de R$ 88,3 milhões, influenciado pela ausência de créditos tributários que beneficiaram o 1T25. Esses fatores comprimiram margens e pressionaram a estrutura de capital da varejista.

O endividamento também piorou, com a dívida líquida subindo de R$ 277,3 milhões no fim de 2025 para R$ 336,8 milhões em março de 2026. A alavancagem, medida por dívida líquida/Ebitda dos últimos 12 meses, avançou de 0,8 vez para 1,3 vez. Esse quadro limita o espaço para investimentos e reforça a dependência de geração de caixa consistente.

A BDO, auditoria independente, levantou dúvidas sobre a continuidade operacional ao destacar litígios tributários envolvendo a M Serviços, controlada indireta, referentes a IR e CSLL de 2011 e 2012. Além disso, passivos de curto prazo superaram os ativos circulantes em R$ 441,3 milhões, indicando necessidade de monitorar capital de giro e liquidez.

Diante desse cenário, a companhia precisará acelerar iniciativas de eficiência, renegociação de passivos e reforço de capital. Investidores acompanharão próximos trimestres em busca de sinais de estabilização operacional e avanço em frentes jurídicas e financeiras.

Em síntese, a combinação de prejuízo, queda de receita, Ebitda comprimido, maior dívida e incertezas tributárias sustenta a reação negativa do mercado à AMAR3 e mantém o alerta sobre a trajetória de curto prazo da varejista.

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