O fundo imobiliário SNCI11 concluiu sua desalavancagem em março de 2026, alcançando alavancagem líquida negativa de 1,35% sobre o patrimônio líquido. Com isso, o FII tornou-se credor líquido, fortalecendo sua posição de caixa e resiliência operacional diante da volatilidade dos juros.
Em linha com o guidance do 2º trimestre de 2026, o fundo manteve distribuição de R$ 1,00 por cota no mês. A projeção indica pagamentos entre R$ 1,00 e R$ 1,10 por cota, reforçando previsibilidade aos cotistas. No período, o resultado acumulado somou R$ 0,26 por cota, compatível com a estratégia conservadora após a desalavancagem.
A cota patrimonial foi ajustada para R$ 97,48, refletindo a abertura da curva de juros que afetou a marcação a mercado dos CRIs. Mesmo assim, o fundo registrou rentabilidade patrimonial positiva de 0,05%, sinalizando boa execução apesar do ambiente desafiador para papéis indexados.
H2: Desempenho do fundo imobiliário SNCI11 no mês
No secundário, o SNCI11 superou pares e índices de referência. A rentabilidade ajustada alcançou 1,64% em março, ficando acima da média dos FIIs comparáveis, do IFIX e do índice de FIIs de papel. A gestão seguiu ativa, com R$ 22,5 milhões em aquisições e R$ 10,7 milhões em vendas, além da quitação antecipada do CRI AXS, otimizando risco e duration da carteira.
Ativos em recuperação e gestão de risco
O portfólio encerrou março com quatro créditos em tratamento especial: CRIs AIZ, Vanguarda, RDR e Solar Junior. Este último representa cerca de 0,1% do patrimônio líquido, com impacto marginal no resultado corrente. O CRI Vanguarda já possui estimativa de recuperabilidade definida, enquanto o CRI RDR segue em processo formal de recuperação de crédito.
Esses ativos somam aproximadamente 7% do patrimônio total, nível acompanhado de perto pela gestão. A combinação de desalavancagem, geração recorrente e alienações seletivas indica trajetória de risco-controlado. Para os próximos meses, a manutenção do guidance e o foco em crédito de melhor qualidade devem sustentar o desempenho e a distribuição do fundo imobiliário.