O BTLG11 informou a distribuição de R$ 0,81 por cota referente ao resultado de março de 2026, o maior pagamento dos últimos 15 meses. Com a cota a R$ 103,35 no fechamento de março, o dividend yield mensal é de aproximadamente 0,78%, isento de IR para pessoas físicas. O pagamento será em 24 de abril para quem tinha posição até 15 de abril.
O fundo mantém foco no setor logístico, com 34 imóveis que somam cerca de 1,4 milhão de m² de ABL. Aproximadamente 92% dos ativos estão em São Paulo, principal polo logístico do país, favorecendo capilaridade, liquidez e custos operacionais. A vacância financeira segue em 2,9%, patamar considerado estruturalmente baixo e compatível com ativos de alta demanda.
No campo comercial, o BTLG Ribeirão Preto concluiu a locação de um módulo de 2,7 mil m² para uma varejista, com contrato de cinco anos e valor de aluguel 43% acima do anterior. Esse avanço reforça a capacidade de captura de preços em mercados com procura aquecida e ativos bem localizados.
O BTLG Mauá registrou renovação com a principal locatária, responsável por 51% da ABL do ativo. O novo acordo adicionou 25% de aumento no aluguel e prorrogou o prazo por mais cinco anos, alongando o perfil de receitas e reduzindo riscos de vacância. A gestão tem priorizado negociações que combinem reajuste real e estabilidade contratual.
No ciclo de revisionais, o BTLG Mauá já revisou 80% de sua área, com ganho real médio de 24%, refletindo a força do mercado e a qualidade dos imóveis. O BTLG Louveira IV, monousuário, concluiu revisão com ganho real de 17%, consolidando tendência positiva em contratos estratégicos.
Para 2026, contratos com vencimento já estão em negociação, com expectativa de ganhos reais adicionais. Esse pipeline, somado ao baixo nível de vacância e à concentração em São Paulo, sustenta a tese de consistência nos proventos. Assim, o BTLG11 segue entregando distribuição robusta, ancorada por ativos de qualidade, disciplina comercial e revisões que protegem o poder de compra no longo prazo.