O RZAT11 anunciou o pagamento de proventos de R$ 1,40 por cota, referentes aos resultados de março de 2026. Os cotistas com posição até 15 de abril receberão o montante em 23 de abril, conforme comunicado ao mercado. Considerando a cotação de fechamento de março em R$ 91,51, o rendimento implica yield mensal aproximado de 1,53%.
Esse patamar coloca os dividendos do RZAT11 como o maior valor distribuído em 46 meses, marcando o nível mais alto dos últimos quatro anos. Em relação ao pagamento anterior de R$ 1,00 por cota, a alta foi de 40%, refletindo desempenho operacional robusto e condições contratuais favoráveis.
A cifra também superou o guidance da gestão, que projetava rendimentos mensais entre R$ 0,95 e R$ 1,05 por cota. As estimativas consideravam oscilações atreladas ao IPCA, mas o resultado observado ficou acima do intervalo, indicando impacto positivo de indexadores e de receitas extraordinárias.
A administração do FII RZAT11 já havia sinalizado que as projeções poderiam ser ajustadas após a divulgação oficial do índice inflacionário. Esse alinhamento com variáveis macroeconômicas reforça a transparência do fundo e a disciplina na comunicação com o mercado, fatores valorizados em ciclos de maior volatilidade.
Estratégicamente, o fundo busca retornos superiores a IPCA + 5,0% ao ano por meio de uma carteira imobiliária diversificada. O foco recai sobre aquisições de imóveis de empresas em processos de desmobilização, estratégia comumente associada a contratos de longo prazo e spreads atrativos. Entre as classes, destacam-se ativos industriais, logísticos e comerciais de setores resilientes.
O portfólio do RZAT11 soma 10 imóveis locados a 9 inquilinos, com taxa contratual média de IPCA + 10,0% ao ano. Os ativos foram adquiridos por R$ 405 milhões e têm avaliação de mercado aproximada de R$ 1,04 bilhão, evidenciando ganho de valor ao longo do tempo e reforçando a capacidade de geração de caixa.
Em fevereiro, o fundo concluiu negociação relativa a um imóvel em Porto dos Gaúchos (MT), com apropriação de caução de R$ 1,79 milhão e indenização contratual de R$ 13,29 milhões ainda não contabilizada. Esse evento pode influenciar positivamente a próxima distribuição, dependendo do reconhecimento contábil e do cronograma de recebimento.