O agronegócio responde por cerca de 25% do PIB brasileiro, mas ainda está fora do radar da maioria dos investidores. Nos últimos anos, o setor amadureceu e abriu espaço para os Fiagros, que permitem acessar a cadeia agroindustrial com tickets baixos e renda recorrente. Nesse contexto, saber separar ativos sólidos dos arriscados tornou-se essencial para proteger a rentabilidade e reduzir a volatilidade.
A Suno liberou gratuitamente o Guia Suno Fiagros, um material educacional que orienta a entender, comparar e selecionar fundos do agronegócio. Antes comercializado, o guia passou a ser distribuído sem custo para ampliar o acesso a essa classe de ativos e fomentar decisões mais conscientes.
O conteúdo aborda do básico ao avançado: tipos de Fiagro, indicadores-chave, análise de carteira, riscos, governança, taxas, histórico de performance e impacto de juros e crédito no retorno. Também explica a tributação e boas práticas para avaliar a qualidade gestora e a aderência do mandato.
Segundo a B3, o patrimônio dos Fiagros atingiu R$ 11,7 bilhões em janeiro de 2026, acima dos R$ 11,5 bilhões de dezembro. A base de investidores chegou a 568,9 mil, um acréscimo anual de 22,5 mil pessoas. Investidores pessoas físicas concentram mais de 90% das posições e cerca de 70% do volume negociado, reforçando a liquidez e a pulverização.
Os Fiagros oferecem acesso ao agronegócio com valores por cota geralmente abaixo de R$ 10, favorecendo a diversificação. Além disso, distribuem rendimentos mensais, com potencial isenção de imposto de renda para pessoas físicas, conforme regras vigentes, o que aumenta a atratividade do fluxo de caixa.
Especialistas destacam a importância da análise criteriosa. Há diferenças marcantes entre fundos bem estruturados e estratégias mais arriscadas, especialmente em operações de crédito. Avaliar lastros, garantias, concentração, duration e qualidade do originador é decisivo para a performance de longo prazo dos Fiagros.
O guia propõe um passo a passo para montar filtros, comparar indicadores e revisar relatórios gerenciais, além de exemplos de métricas úteis e checklist de riscos. Com isso, o investidor ganha método para selecionar carteiras mais resilientes e capturar oportunidades no ciclo do agro com disciplina.