O fundo imobiliário SNCI11 reportou os resultados de fevereiro, confirmando a distribuição de R$ 1,00 por cota e lucro líquido de R$ 3,8 milhões. O patamar do provento está alinhado ao guidance do 1º trimestre de 2026, entre R$ 1,00 e R$ 1,10 por cota, reforçando a previsibilidade de rendimentos ao cotista. A gestão destacou a disciplina na alocação e na recuperação de créditos, pilares para sustentar o fluxo de caixa.
A performance operacional mostrou evolução. A rentabilidade patrimonial mensal alcançou 0,44%, enquanto o spread de crédito avançou para 3,73%. O aumento do spread decorreu de novas alocações em operações com melhor relação risco-retorno e dos progressos nas iniciativas de recuperação de ativos em carteira, favorecendo a geração de caixa recorrente.
No mercado secundário, a liquidez ganhou fôlego. A negociação diária média atingiu R$ 795 mil, nível elevado frente ao histórico do fundo e indicativo de maior interesse dos investidores. Esse dinamismo tende a reduzir o desconto a valor patrimonial quando presente e a aprimorar a formação de preço.
Fundo imobiliário reduz alavancagem e fortalece caixa
A gestão adquiriu cerca de R$ 3,4 milhões em novos ativos no período, preservando seletividade. Em paralelo, quitou mais de R$ 20 milhões em operações compromissadas, reduzindo a alavancagem líquida para 8,09% do patrimônio líquido. Esse movimento melhora o perfil de risco, reduz despesas financeiras e amplia a resiliência do portfólio.
Em termos de performance anual, o SNCI11 apresentou em janeiro rentabilidade ajustada de 5,96%, superando o IFIX (2,27%) e fundos comparáveis (3,40%). Em 12 meses, a valorização de 25,84% ficou abaixo do IFIX (27,82%), porém acima do IFIX Papel (24,32%), sinalizando consistência relativa em um ambiente competitivo.
Quatro CRIs seguem em recuperação: AIZ, Vanguarda, RDR e Solar Junior. O CRI Vanguarda tem expectativa de recuperação próxima a 80% do custo, enquanto o CRI Solar Junior representa apenas 0,1% do patrimônio líquido, limitando seu impacto potencial no resultado. O progresso nessas frentes pode liberar valor adicional ao cotista do fundo imobiliário.