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HGRE11 avança 40,9% e mantém R$ 0,85 por cota em fevereiro

HGRE11 avança 40,9% e mantém R$ 0,85 por cota em fevereiro
Foto: Suno/Banco

O HGRE11 reportou resultado distribuível de R$ 12,559 milhões em fevereiro, avanço de 40,9% frente aos R$ 8,912 milhões de janeiro. As receitas somaram R$ 15,379 milhões no mês, contra despesas de R$ 2,82 milhões, reforçando a trajetória de eficiência operacional do fundo. Esse desempenho foi impulsionado por eventos extraordinários, além da manutenção do padrão recorrente de rendimentos.

Os proventos distribuídos atingiram R$ 10,045 milhões, o que equivale a R$ 0,85 por cota, valor alinhado à prática usual do FII. A alienação do imóvel Vivo Curitiba adicionou R$ 0,33 por cota ao resultado, enquanto a venda lucrativa de cotas de FIIs contribuiu com R$ 0,11 por cota. Esses fatores complementares sustentaram a performance mensal do HGRE11.

A vacância física do portfólio recuou para 5,8%, e a vacância financeira para 4,0%, refletindo melhora na ocupação e na qualidade da receita. Quatro restaurantes passaram a operar 170 m² na praça de alimentação do Edifício Martiniano, apoiando a diversificação de locatários. O HGRE11 também renovou o contrato com a TOTVS no ativo Sêneca por mais 96 meses, até julho de 2033, elevando a previsibilidade de receitas.

A renegociação com a TOTVS implicou redução de 21,3% no aluguel, mas trouxe maior estabilidade de longo prazo. O contrato abrange 24.484 m² e responde por 23% da receita recorrente. Para mitigar o impacto inicial, haverá descontos pontuais no primeiro trimestre de 2026, preservando a distribuição dentro do padrão esperado do HGRE11.

A estrutura financeira segue conservadora, com alavancagem em 2,4% e 73% das obrigações no longo prazo. O passivo de securitização totaliza R$ 41 milhões, sendo R$ 11 milhões de curto prazo. A gestão projeta queda da alavancagem para 1,8% no início de 2027, favorecendo a resiliência do portfólio.

Em síntese, o HGRE11 combinou resultado operacional sólido, ganhos não recorrentes e evolução ocupacional, mantendo a distribuição em R$ 0,85 por cota. A extensão contratual com a TOTVS e o endividamento moderado reforçam a visibilidade dos fluxos de caixa, enquanto a melhora na vacância deve sustentar o desempenho ao longo do ano.

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