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XP mantém compra e vê alta de 41% em JHSF3; veja análise

XP mantém compra e vê alta de 41% em JHSF3; veja análise
Foto: Suno/Banco

A corretora XP manteve recomendação de compra para JHSF3 e projeta alta de 41% nos papéis, com preço-alvo em R$ 14 ante a cotação de R$ 9,94.

Segundo relatório divulgado nesta segunda-feira (6), a tese se apoia na expansão de receitas recorrentes e no avanço de projetos em diferentes verticais do grupo. Os analistas reforçam que a estratégia deve reduzir a volatilidade do fluxo de caixa e destravar valor no médio e longo prazos.

A análise incorporou resultados recentes e um pipeline robusto de investimentos. Em especial, a casa vê a estratégia de CAPEX como alavanca para crescimento sustentável.

A companhia atravessa um ciclo de aportes em hotéis, shoppings e aeroportos, com foco em ativos que geram renda previsível. Isso tende a ampliar margens e mitigar a dependência de lançamentos imobiliários.

Como a JHSF3 pretende transformar o modelo de negócios

Nos últimos anos, a gestão direcionou capital para ativos de renda, priorizando contratos de longo prazo e diversificação geográfica.

A tese é ampliar a base de receitas dolarizadas, blindando resultados contra oscilações locais. Esse movimento reposiciona a empresa como plataforma integrada de propriedades premium e serviços, com múltiplos centros de resultado.

No braço hoteleiro, a bandeira Fasano acelera expansão com aberturas previstas em Sardenha, Londres, Miami, Punta del Este, Porto Feliz, São Paulo, Cascais e Milão.

A expansão internacional expõe a companhia a moedas fortes, atuando como hedge natural e ampliando o reconhecimento de marca. A XP enxerga ganho de escala operacional e melhora do mix de receitas com maior participação de hospedagem e alimentação.

No segmento de aeroportos executivos, a companhia amplia infraestrutura para 19 hangares, com potencial de alcançar 24 no médio prazo. O avanço incrementa capacidade de serviços, estacionamento e manutenção, elevando a receita recorrente do ativo e fortalecendo sinergias com o público de alta renda atendido pelos demais negócios.

A XP projeta que 71% das receitas provenham de fontes recorrentes até 2030. Hoje, os papéis negociam a seis vezes o EV/EBITDA estimado para 2027, um múltiplo visto como atrativo.

Entre os principais riscos, a corretora cita eventuais atrasos em inaugurações, custos operacionais acima do previsto e incertezas regulatórias na aviação. Para investidores com horizonte de longo prazo, a recomendação se mantém, sustentada pela execução do plano e pela reprecificação potencial da JHSF3.

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