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SNEL11 mantém R$ 0,10 por cota e liquidez em alta

SNEL11 mantém R$ 0,10 por cota e liquidez em alta
Foto: Suno/Banco

O fundo imobiliário SNEL11 confirmou a distribuição de R$ 0,10 por cota, com data-base em 15 de abril de 2026 e pagamento previsto para 24 de abril. Considerando a cotação de R$ 8,55 ao fim de março, o yield mensal foi de 1,17%, reforçando a atratividade do produto no curto prazo para investidores de renda.

O veículo foca em geração distribuída de energia solar, com ativos operacionais e contratos estruturados para garantir previsibilidade de caixa. Essa abordagem visa mitigar volatilidade e sustentar distribuições consistentes, alinhando retorno e resiliência setorial.

Base de cotistas cresce 38% e liquidez melhora

A base de cotistas do SNEL11 avançou de cerca de 65 mil para mais de 90 mil investidores em três meses, um salto de 38%. Em 2024, foram adicionados aproximadamente 25 mil novos participantes, refletindo maior reconhecimento da tese de energia solar distribuída e avanço da educação financeira. Esse movimento amplia a profundidade de mercado e a estabilidade das negociações.

A liquidez também evoluiu de forma relevante, com volume total de aproximadamente R$ 70 milhões em fevereiro e média diária próxima de R$ 4 milhões. Segundo Guilherme Barbieri, head de infraestrutura da Suno Asset, a liquidez robusta favorece tanto a entrada quanto a saída de posições, ampliando a atratividade para diferentes perfis.

Escala e acesso a novos ativos

O crescimento patrimonial reposicionou o fundo dentro do segmento de geração distribuída. Com maior capital, a gestão passou a acessar ativos de maior porte e negociar diretamente com players estratégicos, melhorando condições comerciais e reduzindo riscos de execução. Esse efeito de escala tende a fortalecer a originação e a diversificação de contratos.

Projeções e guidance de distribuição

A distribuição mensal de R$ 0,10 por cota permanece estável, resultando em yield anualizado próximo de 14,9%. O desempenho é sustentado por resultados recorrentes, maturação de usinas e contratos de longo prazo. Entre as metas, destacam-se o aumento de eficiência operacional e a captura de sinergias em portfólios regionais.

A gestão projeta continuidade desse patamar, com guidance entre R$ 0,10 e R$ 0,11 por cota nos próximos meses, à medida que novos projetos entrem em operação e ampliem a geração de caixa. Para o investidor, o SNEL11 combina renda previsível, liquidez crescente e exposição a energia renovável.

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