O fundo imobiliário SNEL11 movimentou R$ 9,4 milhões em negociações nesta terça-feira (09), reforçando a elevada liquidez observada nos últimos meses. O desempenho ocorre em um contexto de queda estrutural de custos no setor de energias renováveis, o que amplia a atratividade para investidores e consumidores. Esse ambiente cria condições favoráveis para estratégias ancoradas em geração distribuída e contratos de longo prazo.
A Agência Internacional para as Energias Renováveis (Irena) divulgou dados que evidenciam a forte competitividade do segmento. Nos últimos 15 anos, a energia solar fotovoltaica teve redução de 87% nos custos, enquanto a eólica terrestre recuou 55%. Os sistemas de armazenamento em baterias registraram queda ainda maior, de 93%, viabilizando modelos híbridos com maior estabilidade de oferta. Esses números consolidam a percepção de maturidade tecnológica.
A Irena também projeta continuidade na trajetória de eficiência: até 2030, a tendência é de redução adicional próxima de 30% nos custos, chegando a quase 40% até 2035. Esse patamar historicamente baixo tende a acelerar a substituição de fontes tradicionais, com impactos positivos para contratos indexados à energia renovável. Em mercados desenvolvidos, observa-se maior previsibilidade tarifária e expansão de projetos escaláveis.
No Brasil, o cenário beneficia empresas, consumidores e investidores expostos à transição energética. Para o investidor, destaque para a previsibilidade de receitas em modelos com contratos de longo prazo e mitigação de volatilidade. Para as empresas, a redução de custos amplia margens e competitividade. Para os consumidores, a geração distribuída oferece economia e cobertura contra choques tarifários.
SNEL11 combina liquidez crescente e exposição à expansão solar. O fundo atingiu 100 mil cotistas, tornando-se o maior fundo de energia da B3 por número de investidores, e registrou volume mensal recorde de cerca de R$ 92 milhões em maio. Esse avanço reforça a profundidade de mercado e melhora a formação de preço, com potencial de reduzir o spread bid-ask.
A tese do fundo baseia-se em geração distribuída, convertendo energia produzida em créditos para consumidores da rede elétrica. Esse modelo cria receitas recorrentes via contratos de longo prazo, alinhando previsibilidade e escala. Com a queda estrutural de custos solares, a base endereçável se amplia, sustentando a perspectiva de crescimento do SNEL11.