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Sequoia vende ativos do e-commerce ao Mercado Livre; veja o valor acordado

Sequoia vende ativos do e-commerce ao Mercado Livre; veja o valor acordado
CDBs. Foto: Suno/Banco

A Sequoia (SEQL3) fechou acordo para transferir parte de seus ativos operacionais ao MELI34 por US$ 7,5 milhões nesta terça-feira (22). A operação encerra definitivamente as atividades da companhia no segmento de comércio eletrônico, alinhando-se ao redesenho estratégico em curso. Segundo a empresa, a medida reforça a disciplina de capital e prioriza frentes com melhor retorno ajustado ao risco.

O movimento integra o plano de reorganização estrutural iniciado em dezembro de 2023. Entre os itens cedidos estão equipamentos especializados e a transferência de contratos de um centro logístico, compondo um desinvestimento focalizado. A administração ressalta que a alienação reduz complexidade operacional e acelera a desalavancagem.

O pacote abrange equipamentos para processamento de alto volume no e-commerce, com destaque para o sistema Mega Sorter Damon, instalado no centro de distribuição de São Bernardo do Campo (SP). A companhia também cederá integralmente o contrato de locação do imóvel ao Mercado Livre, garantindo continuidade operacional. Essa estruturação minimiza fricções na transição e preserva eficiência.

O valor de US$ 7,5 milhões será quitado em três parcelas, condicionadas às etapas contratuais previstas. A conclusão da operação dependerá da aprovação do Cade, etapa regulatória padrão para transações desse porte. Após o aval, o cronograma financeiro e operacional seguirá o plano pactuado entre as partes.

A diretoria afirma que a venda faz parte do processo de reestruturação financeira e operacional, com foco em gerar liquidez e descontinuar uma vertical que consumia capital sem retorno adequado. A verticalização logística dos marketplaces brasileiros intensificou a competição, pressionou margens e elevou a necessidade de capital de giro. Esses vetores, combinados, reduziram a atratividade econômica do braço de e-commerce.

Com a saída do segmento, a companhia concentra esforços em negócios core e em contratos com melhor perfil de rentabilidade. A expectativa é reduzir volatilidade de resultados, otimizar a alocação de recursos e fortalecer a posição de caixa.

A operação sinaliza um ambiente mais seletivo na logística para e-commerce, em que escala, automação e integração vertical se tornam diferenciais críticos. Para players independentes, a disciplina de capital e o foco em nichos podem ser decisivos para sustentar margens.

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