A PetroReconcavo (RECV3) encerrou maio com produção média de 23,9 mil boe/dia, queda de 1,9% frente a abril, refletindo falhas operacionais e eventos elétricos no Ativo Bahia. Segundo o analista CNPI Bernardo Viero, da Suno, os fatores são pontuais, e a tese de investimento permanece construtiva, com expectativa de normalização no curto prazo.
No Ativo Bahia, a produção atingiu 11,5 mil boe/dia, retração de 4,3% na comparação mensal. A extração de petróleo cedeu 3,3%, para 5,8 mil barris/dia, enquanto o gás natural caiu 5,2%, somando 5,7 mil boe/dia. As interrupções concentraram-se no polo Remanso, onde falhas em poços e eventos elétricos afetaram diretamente o output.
No segmento de gás do Bahia, paradas preventivas na estação de compressão do Polo Miranga e falhas em poços de alta vazão adicionaram pressão negativa. Esses eventos, classificados como não recorrentes pelo mercado, ajudam a explicar a intensidade do recuo mensal.
Resumo do Bahia: interrupções elétricas, ajustes operacionais e manutenção preventiva compuseram o quadro. Ainda assim, a companhia manteve ritmo de mitigação, priorizando confiabilidade de sistemas e estabilidade dos poços para recuperar volumes de forma gradual.
No Ativo Potiguar, o quadro foi mais estável, com 12,4 mil boe/dia e leve alta de 0,4% versus abril. A produção de petróleo avançou 2,8%, para 7,7 mil barris/dia, apoiada por workovers em Livramento. Já o gás natural recuou 3,3%, para 4,7 mil boe/dia, afetado por falhas pontuais e processo de estabilização pós-intervenções.
Para frente, o analista reforça recomendação de compra e vê espaço para retomada, desde que os eventos do Bahia sejam superados. A perspectiva base envolve a normalização operacional, captura dos ganhos dos workovers e disciplina em manutenção, sustentando a tese para a PetroReconcavo.