A Petrobras firmou acordo com a Equinor Brasil Energia para adquirir 50% do bloco Itaimbezinho, área offshore localizada na Bacia de Campos. A norueguesa, que detinha 100% do ativo, permanecerá como operadora do consórcio após a conclusão da operação. A transação reforça o foco estratégico da estatal em ativos de alta relevância exploratória e com potencial de geração de valor.
O consórcio ficará dividido em 50% para a Equinor (operadora) e 50% para a Petrobras, com a Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) responsável pela gestão do Contrato de Partilha. Segundo as empresas, a estrutura garante governança técnica e regulatória, alinhada às melhores práticas do setor.
A aquisição integra a estratégia de longo prazo da Petrobras para repor e expandir reservas de petróleo e gás, mirando novas fronteiras exploratórias e parcerias estratégicas. A companhia ressalta que a movimentação está em linha com seu Plano de Negócios 2026-2030, priorizando projetos com robustez econômica, segurança operacional e respeito ambiental.
Além disso, o negócio fortalece a presença da estatal na Bacia de Campos, onde possui amplo histórico operacional e infraestrutura instalada. A sinergia com ativos vizinhos e projetos em curso tende a otimizar custos e acelerar a captura de valor. Entre as iniciativas já em parceria com a Equinor na região estão o projeto Raia e a licença exploratória de Jaspe, que ampliam oportunidades de desenvolvimento conjunto.
A conclusão da transação está condicionada a aprovações regulatórias do Cade e da ANP, etapas padrão para operações dessa natureza no mercado de óleo e gás. Internamente, o acordo passou pelos controles de governança e compliance, assegurando aderência às políticas corporativas e ao arcabouço legal.
Com a entrada no bloco Itaimbezinho, a Petrobras reforça seu portfólio exploratório e consolida parcerias que podem acelerar descobertas e reduzir riscos. A expectativa é que a combinação de expertise técnica, escala e cooperação com a Equinor resulte em ganhos de eficiência e maior resiliência do portfólio no médio e longo prazos.