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Nubank (ROXO34) entra na Febraban; veja o que muda para o banco digital

Nubank (ROXO34) entra na Febraban; veja o que muda para o banco digital
Foto: Suno/Banco

Nubank (ROXO34) ingressou oficialmente na Febraban como associado após aprovação unânime do conselho diretor na primeira reunião ordinária de 2026. O movimento marca uma nova etapa de diálogo entre a fintech e a principal entidade representativa do sistema financeiro no Brasil, aproximando-a dos grandes bancos tradicionais e de suas pautas institucionais. A decisão amplia o alcance da companhia em fóruns setoriais estratégicos e reforça seu papel na agenda regulatória e de inovação.

A partir de agora, o banco digital passa a integrar instâncias deliberativas da federação, contribuindo com propostas sobre concorrência, inclusão financeira e modernização de meios de pagamento. Segundo a CEO Livia Chanes, a participação vai permitir que o Nubank expanda sua colaboração técnica e institucional, levando a experiência de uma operação nativa digital para mesas de discussão com amplo impacto no setor.

Em nota, Isaac Sidney, presidente da Febraban, afirmou que a entrada da fintech “reforça a diversidade de vozes dentro da entidade”. Para ele, a presença do Nubank demonstra compromisso com o diálogo e com a construção de consensos em torno de temas como segurança, open finance e educação financeira, além de estimular um ambiente mais competitivo e dinâmico.

O histórico entre as partes, porém, teve momentos de tensão. Em 2020, David Vélez, fundador do banco, criticou a manutenção de barreiras regulatórias que, segundo ele, favoreciam incumbentes e limitavam a inovação. No ano seguinte, a empresa deixou a associação Zetta após divergências sobre a atuação e a interlocução da Febraban em pautas setoriais.

A nova fase sinaliza uma acomodação institucional que pode acelerar avanços em agenda regulatória, interoperabilidade e defesa do consumidor. Ao aproximar fintechs e bancos estabelecidos, a federação tende a ampliar consensos técnicos, reduzir ruídos e fortalecer iniciativas de autorregulação que beneficiem a eficiência e a competição no mercado.

Com assento nas instâncias da Febraban, o Nubank deve priorizar contribuições em temas como meios de pagamento instantâneo, crédito responsável, prevenção a fraudes e inteligência de dados, mantendo o foco em usabilidade e inclusão. A expectativa é de que a participação fortaleça pontes entre inovação e estabilidade, alinhando interesses do ecossistema financeiro e do público.

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