O KNSC11 reportou receita de R$ 22,5 milhões em março, alta de 39,75% frente aos R$ 16,1 milhões de fevereiro. O avanço foi puxado pelos Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), que somaram R$ 22,6 milhões, enquanto as aplicações financeiras adicionaram R$ 1,4 milhão ao resultado. No mês, o fundo manteve foco em ativos de crédito estruturado, preservando liquidez adequada para oportunidades.
Em abril, o fundo pagou R$ 0,11 por cota, com data de pagamento em 14/04/2026. Considerando o preço médio de R$ 9,19, o rendimento do KNSC11 foi de 1,20% no mês, isento de IR para pessoa física. A performance correspondeu a 99% do DI e 116% do CDI com gross-up de 15%, refletindo a robustez do carrego da carteira.
A carteira permaneceu concentrada em ativos-alvo (99,6%), com posições complementares em LCIs (2,5%) e caixa (8,6%), reforçando a gestão de liquidez. A exposição à inflação é predominante: 61,3% do patrimônio está atrelado ao IPCA, com retorno médio de IPCA + 10,31% ao ano e prazo de 7,2 anos, favorecendo o repasse inflacionário.
Entre os papéis pós-fixados, 38,2% do portfólio está indexado ao CDI, com spread de CDI + 3,14% ao ano e duration de 3,8 anos. Essa combinação entre IPCA e CDI equilibra sensibilidade a ciclos de juros e inflação, mitigando volatilidade e sustentando o fluxo de caixa.
Desempenho foi ancorado por índices de inflação mais fortes, com leituras de 0,33% em janeiro e 0,70% em fevereiro, acima do observado recentemente. Esse efeito elevou a correção dos CRIs atrelados ao IPCA e reforçou o carrego dos títulos com proteção inflacionária.
Além disso, a Selic ainda elevada impulsionou os ativos vinculados ao CDI, enquanto o maior número de dias úteis em março contribuiu para maior acúmulo de juros. Assim, o rendimento do KNSC11 refletiu a dinâmica favorável dos indexadores e a disciplina na alocação.