O IFIX subiu 0,13% nesta sexta-feira (22), encerrando a sessão aos 3.855,09 pontos. O avanço diário de 5,14 pontos ocorreu apesar da pressão da semana, que terminou negativa. A abertura foi em 3.849,94 pontos, praticamente alinhada ao fechamento anterior de 3.849,95, indicando início estável antes de ganhar tração ao longo do pregão.
Ao longo do dia, o indicador variou entre a mínima de 3.842,32 e a máxima de 3.859,15 pontos. Esse intervalo moderado sugere um pregão de menor volatilidade, com investidores reagindo seletivamente a movimentos setoriais dentro do universo de FIIs. Ainda assim, o fechamento perto da máxima sinaliza um viés comprador no fim da sessão.
No acumulado da semana, o IFIX cedeu 29,67 pontos. Considerando o fechamento de 3.884,76 pontos na sexta anterior (15), a queda semanal foi de 0,76%. O recuo reflete ajustes de carteira e cautela diante do cenário de juros e expectativas macroeconômicas, fatores que seguem orientando o apetite ao risco no mercado de fundos imobiliários.
GARE11 concentrou o maior volume de negócios do dia, com R$ 1,11 milhão e leve baixa de 0,12%, reforçando seu papel de referência de liquidez no segmento. Em seguida, o MXRF11 movimentou R$ 1,01 milhão e avançou 0,10%, enquanto o GGRC11 registrou R$ 810,85 mil com queda de 0,20%. KNSC11 ficou estável com R$ 675,68 mil, e CPTS11 recuou 0,26% com R$ 667,11 mil.
Entre as maiores altas, o JSCR11 (JS Recebíveis Imobiliários FII) saltou 5,52%, cotado a R$ 8,70, impulsionado por apetite a papéis de crédito após recentes correções. O TRBL11 (Tellus Rio Bravo Logística) subiu 3,14%, fechando a R$ 66,85, beneficiado pelo interesse recorrente no segmento logístico.
Na ponta oposta, o ARRI11 (Átrio REIT Recebíveis Imobiliários) caiu 3,10%, finalizando a R$ 4,98. O movimento negativo acompanha a rotação entre fundos de recebíveis, com investidores realizando lucros e reprecificando risco diante da curva de juros.
Com o fechamento próximo da máxima e rota semanal negativa, o IFIX sinaliza um mercado seletivo, em que liquidez e qualidade de portfólio ditam o fluxo. Palavras-chave setoriais como logística, recebíveis e renda permanecem centrais nas decisões de alocação.
