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Ibovespa avança com petróleo em alta e varejo sob pressão

Ibovespa avança com petróleo em alta e varejo sob pressão
Imagem gerada por IA

O Ibovespa avançou 0,53% nesta segunda-feira (31), aos 182.514,20 pontos, em sessão ainda marcada pelas tensões no Oriente Médio. Apesar de poder encerrar março com queda de 3,32%, o principal índice da B3 acumula alta de 12% no ano, sustentado por setores ligados a commodities e fluxo estrangeiro. A incerteza geopolítica segue no radar, com atenção ao Estreito de Ormuz e possíveis efeitos na oferta energética, o que mantém a volatilidade elevada.

A força do petróleo voltou a impulsionar o pregão. As ações da Petrobras (PETR3; PETR4) acompanharam a alta internacional do barril, reforçando o desempenho da estatal em 2024. Esse rali da commodity também favoreceu empresas como Brava e PetroReconcavo, enquanto a Vale teve ganho moderado. Esse movimento confirma a correlação entre commodities e o Ibovespa, especialmente em períodos de risco externo elevado.

No varejo, o tom foi negativo. Empresas sensíveis ao crédito e à atividade doméstica recuaram, com Lojas Renner (-4,70%), C&A (-4,33%) e Vamos (-3,71%) entre as maiores quedas. A pressão dos juros, mesmo com expectativas de afrouxamento gradual, segue reduzindo apetite por risco nesse segmento, e afeta margens e alavancagem. O setor bancário também perdeu tração à tarde, exibindo performance mista entre grandes instituições.

Lá fora, os principais índices dos EUA fecharam sem direção única: Dow Jones +0,11%, S&P 500 -0,39% e Nasdaq -0,73%. A cautela refletiu a leitura de riscos geopolíticos e a sensibilidade do mercado a dados de atividade e inflação. O ambiente internacional segue determinante para o câmbio, prêmio de risco e, por consequência, para o Ibovespa.

Fluxos seguem relevantes. Segundo relatório do Citigroup, ingressaram R$ 49 bilhões no mercado acionário brasileiro em 2024, ainda que o cenário tenha ficado mais desafiador desde fevereiro com aumento do pessimismo global e riscos adicionais. Esse capital estrangeiro tem amortecido quedas e amplificado repiques.

Em síntese, o pregão combinou suporte de commodities, fragilidade em setores domésticos e leitura atenta do quadro externo. A trajetória do Ibovespa no curto prazo dependerá do preço do petróleo, da curva de juros e do noticiário geopolítico, com o investidor calibrando risco setorial e seletividade.

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