Mercado Financeiro

Ibovespa salta na Bolsa e tem maior alta desde abril

Ibovespa salta na Bolsa e tem maior alta desde abril
Suno. Foto: Suno/Banco

O Ibovespa subiu 1,77% nesta quarta-feira (20), aos 177.355,73 pontos, na maior valorização percentual desde 8 de abril. Após uma sequência de quedas, o índice retomou fôlego com apoio do ambiente externo, enquanto o volume negociado somou R$ 28,1 bilhões na sessão. A dinâmica refletiu ajuste de posições e maior apetite a risco.

No exterior, a queda dos juros dos EUA ajudou a destravar fluxos para emergentes. Analistas apontam que a expectativa pelos resultados da NVIDIA atuou como catalisador para o rali global de tecnologia, irradiando ânimo para outras praças. Nicolas Gass, da GT Capital, reforça que o pano de fundo externo mais benigno foi determinante para a melhora local.

O dólar perdeu força frente ao real, aproximando-se de R$ 5,00, em linha com o alívio nas Treasuries. Segundo Bruno Shahini, da Nomad, sinais de avanço nas conversas entre EUA e Irã também contribuíram para a menor aversão ao risco. Esse movimento favoreceu ativos domésticos sensíveis a câmbio e juros.

Bolsas em Nova York avançaram de forma ampla: Dow Jones +1,31%, S&P 500 +1,08% e Nasdaq +1,54%. A rotação setorial privilegiou tecnologia e consumo, em um pregão que combinou recomposição de posições e expectativa por balanços. O pano de fundo reforçou o apetite por risco em mercados globais.

No pregão local, houve rotação intensa entre setores. Petroleiras recuaram com a queda do petróleo, enquanto bancos e segmentos sensíveis à curva de juros lideraram as altas. Entre as maiores valorizações do dia, CSN Mineração (CMIN3) subiu 10,29%, Cury (CURY3) ganhou 8,53% e Lojas Renner (LREN3) avançou 7,77%. As quedas foram puxadas por Petrobras: PETR3 -3,85% e PETR4 -3,23%, além de SLC Agrícola (SLCE3) -1,61%.

Com o rali, o Ibovespa recupera parte das perdas recentes e volta a testar níveis técnicos relevantes. Investidores monitoram a trajetória das Treasuries, a agenda de resultados no exterior e sinais de política monetária. A combinação de dólar mais fraco, juros em queda e rotação setorial segue no radar para os próximos pregões.

ACESSO RÁPIDO

    Leia também