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Fundos imobiliários de papel ou de tijolo: saiba como funcionam e como escolher

Fundos imobiliários de papel ou de tijolo: saiba como funcionam e como escolher

Os fundos imobiliários são uma das classes de ativos mais buscadas por investidores que desejam diversificar suas carteiras e obter renda passiva. No entanto, 2024 não tem sido um ano fácil para esse mercado. O índice de Fundos Imobiliários (Ifix) acumula uma queda de mais de 10% no ano, enquanto o Ibovespa recua pouco mais de 5,5%.

Apesar do cenário desafiador, os FIIs ainda apresentam oportunidades interessantes. Dentro deste contexto, investidores atentos podem encontrar cotas descontadas e aproveitar para ampliar suas carteiras com ativos de qualidade.

Além disso, para que seja possível aproveitar as oportunidades, é fundamental que os investidores entendam as particularidades desta classe de ativos e saibam quais são os diferentes tipos de fundos imobiliários disponíveis no mercado.

O que é fundo imobiliário de papel?

Os fundos imobiliários de papel, também chamados de fundos de recebíveis, investem em títulos relacionados ao mercado imobiliário. Entre os principais ativos estão as Letras de Crédito Imobiliário (LCIs), Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e Letras Hipotecárias (LHs). Esses fundos se destacam pela capacidade de diversificação e pela liquidez elevada, permitindo negociação fácil das cotas.

Os FIIs de papel costumam ser atrativos em cenários de juros altos, pois os rendimentos desses títulos geralmente são indexados a indicadores como o CDI ou o IPCA. Além disso, a estrutura desses FIIs permite maior flexibilidade ao gestor, que pode alocar o patrimônio em diferentes setores e tipos de ativos.

O que é um FII de tijolo?

Os fundos imobiliários de tijolo aplicam seus recursos diretamente em imóveis físicos, como escritórios, galpões logísticos e shoppings. Esses imóveis podem ser localizados em zonas urbanas ou rurais, e a receita obtida com a locação dos espaços é distribuída aos cotistas como dividendos.

Esse tipo de fundo tende a gerar rendimentos consistentes e tem o potencial de valorização ao longo do tempo, devido à apreciação dos ativos imobiliários. Os investidores também podem analisar os portfólios de imóveis, os perfis dos inquilinos e os contratos de locação antes de investir.

FII de papel vs. de tijolo: em qual investir?

A recente elevação da taxa Selic pelo Comitê de Política Monetária (Copom) para 12,25% ao ano beneficia os fundos imobiliários de papel, que tendem a oferecer rendimentos mais elevados em períodos de juros altos. Isso torna os FIIs de recebíveis uma escolha estratégica para o momento atual.

Por outro lado, os FIIs de tijolo continuam sendo uma opção interessante para composição de carteira, principalmente para quem busca diversificação e ganhos de longo prazo com a valorização dos imóveis. A escolha entre um fundo de papel ou de tijolo depende do perfil do investidor, de seus objetivos financeiros e do cenário econômico.

Ambos os tipos de fundos imobiliários oferecem vantagens e podem ser complementares em uma carteira bem estruturada. Dessa forma, analisar as características de cada um é essencial para tomar uma decisão consciente e aproveitar as melhores oportunidades do mercado.

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