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Destaques da semana: Banco do Brasil (BBAS3), ata do Copom e outros assuntos

Destaques da semana: Banco do Brasil (BBAS3), ata do Copom e outros assuntos
Ibovespa. Foto: Pixabay

Após duas semanas bastante movimentada, a semana encerrada em 15 de novembro foi mais curta para o mercado brasileiro – por conta do feriado da Proclamação da República, o Ibovespa não teve negociações nesta sexta-feira (15). Nas quatro sessões da semana, o indicador oscilou entre perdas e ganhos e terminou praticamente estável, com uma leve queda acumulada de 0,03%.

Ao longo da semana, os investidores repercutiram a temporada de balanços, que chegou ao fim na última quinta-feira (14). Entre os destaques, Banco do Brasil (BBAS3), JBS (JBSS3) e CSN (CSNA3) foram alguns dos nomes que divulgaram os resultados nos últimos dias. Além disso, o mercado acompanhou a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copon) e de dados macroeconômicos no Brasil e nos Estados Unidos.

A seguir, confira quais foram os principais destaques no radar dos investidores brasileiros nesta semana!

5 assuntos que movimentaram o Ibovespa na semana

Ata do Copom

Um dos destaques desta semana foi a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada na terça-feira (12). No documento, a autoridade monetária destacou que a elevação da taxa Selic para 11,25% ao ano reforça o compromisso do comitê em alinhar a inflação à meta, enquanto monitora fatores como a atividade econômica e as expectativas do mercado.

Além disso, o Copom ressaltou ainda que o controle da inflação é desafiado pelo aquecimento do consumo, impulsionado pelo vigor do mercado de trabalho, crescimento do crédito às famílias e política fiscal expansionista. Apesar de sinais de moderação em alguns indicadores econômicos, o comitê afirma que ainda não há evidências claras de desaceleração significativa na demanda ou no mercado de trabalho.

IBC-Br

Ainda no cenário macroeconômico, os investidores repercutiram a divulgação do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) de setembro, considerado como a prévia oficial da inflação no Brasil. O indicador registrou alta de 0,8% em relação a agosto, superando as expectativas do mercado, que projetava crescimento de 0,5%. Na comparação com setembro de 2023, o índice avançou 5,1%, sinalizando um ritmo sólido na atividade econômica.

No acumulado dos últimos 12 meses, o IBC-Br apresentou ganho de 3%, enquanto o trimestre encerrado em setembro registrou expansão de 1,1%. Em relação ao mesmo período do ano anterior, a alta foi de 4,7%, reforçando o desempenho positivo da economia brasileira no período recente.

Banco do Brasil (BBAS3) e outros balanços

A temporada de balanços do terceiro trimestre chegou ao fim nesta semana e contou com algumas gigantes do Ibovespa. Entre os destaques, o Banco do Brasil (BBAS3) fechou o terceiro trimestre de 2024 com lucro líquido ajustado de R$ 9,5 bilhões, alta de 8,3% em relação ao mesmo período de 2023 e leve crescimento de 0,1% frente ao segundo trimestre. O resultado superou a expectativa do mercado, que projetava um lucro de R$ 9,4 bilhões.

Além disso, a JBS alcançou um lucro líquido de R$ 3,8 bilhões no terceiro trimestre de 2024, um crescimento impressionante de 571% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Por outro lado, os números da CSN (CSNA3) e da CSN Mineração (CMIN3) decepcionaram os investidores. A CSN (CSNA3) reportou prejuízo líquido de R$ 751 milhões no terceiro trimestre de 2024, revertendo o lucro de R$ 91 milhões registrado no mesmo período de 2023. Já a CSN Mineração (CMIN3) teve lucro líquido de R$ 446,3 milhões no trimestre, uma queda de 62,81% em relação ao ano anterior.

Vale (VALE3) é absolvida sobre Mariana 

Ainda no cenário corporativo, a juíza Patrícia Alencar Teixeira de Carvalho, da Justiça Federal de Ponte Nova (MG), absolveu a Vale (VALE3), a Samarco e a BHP das acusações de crimes ambientais relacionadas à tragédia de Mariana, em 2015. O desastre deixou 19 mortos e despejou o equivalente a 13 mil piscinas olímpicas de lama tóxica no Rio Doce. As empresas foram livradas de imputações como destruição de bem protegido, poluição qualificada, omissão, obstrução de fiscalização e falsidade de documento.

O advogado Alberto Zacharias Toron, que representa a BHP, declarou ao Estadão que a decisão é “longa, minuciosa e mais do que acertada”. Ele também ressaltou que a sentença não exclui a eventual responsabilidade civil das empresas, que está sendo tratada em um amplo acordo.

Inflação nos EUA

Já no cenário externo, a inflação ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos registrou um avanço de 0,2% em outubro, conforme dados divulgados pelo Departamento do Trabalho nesta quarta-feira (13). Em relação ao mesmo mês do ano passado, o indicador subiu 2,6%.

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