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Brava Energia (BRAV3) salta na Bolsa com nova perfuração e petróleo em alta

Brava Energia (BRAV3) salta na Bolsa com nova perfuração e petróleo em alta
Foto: Suno/Banco

A Brava Energia (BRAV3) avança 2,97% nesta segunda-feira (30), negociada a R$ 20,14, após ter subido mais de 5% no intradia e figurar entre as maiores altas do Ibovespa. O movimento reflete, sobretudo, o início de uma nova campanha de perfuração e a força das commodities no exterior, em especial o petróleo. A leitura do mercado é que o plano operacional reduz incertezas e antecipa gatilhos de produção.

A Brava Energia confirmou o começo da perfuração de quatro novos poços nos campos Papa-Terra (Bacia de Campos) e Atlanta (Bacia de Santos). As operações usarão a sonda Lone Star, da Constellation, com conclusão prevista para o primeiro trimestre de 2027. Esses marcos operacionais costumam destravar valor ao melhorar a visibilidade de volume e cronograma.

No cronograma divulgado, os dois primeiros poços serão executados em Papa-Terra entre março e setembro de 2025. Em outubro, a sonda migra para Atlanta, onde perfurará os outros dois poços. Esse encadeamento reduz ociosidade de equipamento e tende a otimizar custos, ponto bem recebido por analistas.

A BRAV3 projeta que a produção de óleo dos novos poços de Papa-Terra comece no quarto trimestre de 2026. Já em Atlanta, a primeira produção está prevista para o segundo trimestre de 2027. A sinalização de início de cash flow adicional, mesmo escalonado, sustenta a precificação dos ativos.

A alta internacional do Brent e do WTI também melhora o quadro. A cotação do petróleo avança com Brent a 2,24%, cotado a US$ 107,68, e WTI em +3,52%, a US$ 103,15. Em paralelo, tensões no Oriente Médio se intensificaram após declarações de Trump sobre “tomar o petróleo do Irã” e novos ataques do grupo hutí contra Israel, elevando o prêmio de risco geopolítico.

Outras petroleiras locais acompanham: Petrobras (PETR4) sobe 0,59%, PRIO (PRIO3) avança 1,43% e PetroRecôncavo (RECV3) ganha 3,02%. Para a BRAV3, a combinação de gatilhos operacionais e cenário externo favorável reforça a tese de curto prazo, enquanto investidores monitoram execução e preços do barril.

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