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Boom do etanol: como SNFZ11 está posicionado para capturar a tendência?

Boom do etanol: como SNFZ11 está posicionado para capturar a tendência?
Imagem gerada por IA

O avanço do etanol de milho vem redesenhando uma parcela relevante da cadeia do agronegócio no Brasil. Um mercado que até poucos anos era classificado como emergente tornou-se um dos motores de crescimento do setor, sustentado por investimentos que já superam R$ 40 bilhões.

Os dados ilustram a virada. A produção nacional, que girava em torno de 2,5 bilhões de litros na safra 2020/21, deve se aproximar de 10 bilhões de litros no ciclo 2025/26. Essa aceleração consolidou um novo destino de consumo para o milho cultivado no país.

A demanda interna também se amplia. O aumento da mistura obrigatória de etanol na gasolina e as discussões sobre o emprego do biocombustível na aviação e na indústria reforçam o papel estratégico do milho na matriz energética brasileira.

Com maior previsibilidade de consumo, produtores encontram alternativa adicional de escoamento do milho, reduzindo dependência exclusiva do mercado externo e das variações de frete. O avanço das usinas também favorece a interiorização da indústria no campo.

Esse movimento ocorre em paralelo ao fortalecimento da segunda safra, a safrinha. Hoje, o plantio de milho após a colheita da soja responde por parcela significativa da oferta e se tornou peça central da economia agrícola de estados como Mato Grosso.

Mato Grosso reúne oportunidades a produtores e investidores

Enquanto as usinas expandem a capacidade de processamento, a colheita da safrinha avança no Centro-Sul. Segundo a AgRural, os trabalhos alcançaram 4,4% da área cultivada no início de junho, percentual acima do registrado na semana anterior e no mesmo período do ano passado.

Mato Grosso mantém protagonismo nesse cenário. Líder nacional em grãos, o estado combina áreas de alta produtividade com a concentração de investimentos voltados à expansão do etanol de milho.

A presença de infraestrutura dedicada e o modelo de dupla safra ajudam a explicar a escolha do estado por novos projetos, dada a proximidade entre áreas produtivas e unidades de processamento.

É nessa região que estão as propriedades do SNFZ11, fundo da Suno Asset. Os ativos ficam em Gaúcha do Norte, município inserido em uma das principais fronteiras agrícolas do país e beneficiado pela dupla safra, que combina soja e milho no mesmo ciclo.

Mesmo com revisões pontuais nas projeções devido à estiagem em algumas localidades, a perspectiva para a safra brasileira segue elevada. A AgRural projeta atualmente uma produção de 108,2 milhões de toneladas para a safrinha 2025/26, mantendo Mato Grosso como principal polo produtor.

Expansão do etanol e efeitos estratégicos para o fundo

Para o fundo, a expansão do etanol de milho adiciona um componente relevante à tese. Além da valorização das terras e da renda oriunda dos contratos agrícolas, o portfólio passa a ficar mais exposto a uma região que se beneficia diretamente da demanda crescente pelo cereal.

A oferta antecipada de grãos na virada do semestre tende a abastecer as plantas que operam com milho como principal insumo, o que contribui para diluir custos logísticos e otimizar o uso da capacidade instalada.

A estratégia de crescimento do veículo acompanha esse ambiente. A terceira emissão de cotas anunciada pela gestora pretende captar aproximadamente R$ 120 milhões para aquisição de novas áreas agrícolas, com potencial de adicionar cerca de 2,2 mil hectares ao portfólio e ampliar a exposição ao principal centro produtor de soja e milho do país.

Esse conjunto de fatores conecta a dinâmica do campo com o segmento industrial do biocombustível, reforçando a relevância da cadeia do milho no planejamento de longo prazo da região.

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