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Bancos puxam ocupação de escritórios em SP em 2025

Bancos puxam ocupação de escritórios em SP em 2025
Foto: Suno/Banco

Bancos e demais escritórios do setor financeiro lideraram a demanda por lajes corporativas em São Paulo em 2025, segundo estudo do Secovi-SP em parceria com a CBRE. O avanço consolida a capital como principal polo do mercado corporativo do país, com forte presença de ocupantes de alto padrão e contratos de maior metragem.

A participação do segmento financeiro alcançou 15% da absorção bruta total de escritórios na cidade ao longo do ano, refletindo a retomada de projetos, expansão de equipes e realocações para edifícios com melhor infraestrutura. Esse movimento ocorreu mesmo em um cenário de seleção criteriosa de ativos e maior ênfase em eficiência de portfólio.

No quarto trimestre, as operações acima de 1.000 m² tiveram protagonismo das empresas financeiras, que responderam por 53,8% das locações desse nicho. O dado indica apetite por áreas amplas, com andares eficientes, certificações e localizações estratégicas próximas a eixos de transporte e serviços.

A presença de bancos, gestoras e companhias do mercado financeiro entre os maiores inquilinos reforça a preferência por lajes corporativas de alta qualidade. Além de consolidar operações, esses players buscam edifícios com padrões ESG, tecnologias para gestão de ocupação e espaços flexíveis para colaboração.

Outros ramos também se destacaram. O setor de serviços manteve participação relevante nas locações, com demanda puxada por consultoria, transportes, saúde e advocacia. Esses segmentos vêm ajustando suas estratégias de espaço, combinando hubs centrais com formatos híbridos para acomodar crescimento e atrair talentos.

Volume e liquidez permaneceram elevados. O mercado paulistano de escritórios somou 834 mil m² em absorção bruta nos últimos 12 meses, um dos maiores níveis recentes de atividade. O indicador sugere confiança na cidade e maior velocidade na tomada de decisão para imóveis bem localizados e prontos para ocupação.

Perspectivas para 2026 incluem continuidade da demanda qualificada, com destaque para o setor financeiro e serviços, e possível queda na vacância em submercados prime. A seletividade seguirá alta, favorecendo ativos com conveniências, conectividade e atributos ESG — fatores críticos para a performance de escritórios em São Paulo.

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