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Correção em imóvel da Unimed leva FII a cortar base de distribuição

Correção em imóvel da Unimed leva FII a cortar base de distribuição
Imagem gerada por IA

O fundo imobiliário HUCG11 (HUCG11) informou que contratará uma empresa especializada para corrigir pendências construtivas no imóvel ocupado pela Unimed Campina Grande. A medida terá impacto direto na base de distribuição dos rendimentos do HUCG11 nos próximos meses.

O custo total da regularização é de R$ 2.200.000,00. Segundo a gestão, a intervenção é emergencial e preventiva. A iniciativa não implica renúncia a direitos nem reconhecimento prévio sobre a distribuição definitiva de responsabilidades pelas falhas identificadas.

Impacto nos rendimentos do HUCG11

O pagamento à empresa executora ocorrerá em duas etapas. A entrada será de 35% do valor total, ou R$ 770.000,00, equivalente a R$ 0,69 por cota, montante que reduzirá a base de distribuição referente a julho.

O saldo de R$ 1.430.000,00 será quitado em dez parcelas de R$ 143.000,00, cada qual correspondente a R$ 0,13 por cota. Essas parcelas afetarão a base de distribuição dos rendimentos do HUCG11 entre agosto de 2026 e maio de 2027, conforme comunicado.

Detalhes das pendências e providências do fundo

Embora a obra tenha sido concluída e o imóvel ocupado pela Unimed Campina Grande em 28 de abril de 2025, permaneceram pendências sob responsabilidade da construtora, com destaque para a fachada do edifício. Para dimensionar a extensão e a criticidade das falhas, o fundo encomendou três inspeções técnicas independentes, cujos relatórios embasaram a análise das inconformidades.

Na sequência, foram obtidas duas propostas comerciais para execução dos serviços. Uma terceira empresa consultada declinou do convite. Nos últimos meses, a gestão negociou com a construtora para definir, de forma consensual, o escopo das correções e a contratação de uma empresa qualificada, mas não houve acordo sobre quais medidas deveriam ser custeadas diretamente pela construtora.

Diante do impasse e da urgência, o fundo decidiu avançar por conta própria. Parte das pendências tem criticidade elevada, e a Unimed vem relatando pontos de infiltração. A administração justificou a pronta intervenção pela natureza hospitalar do empreendimento e pela necessidade de preservar a integridade dos usuários e o patrimônio do fundo.

A empresa executora foi selecionada após processo de cotação, com a proposta considerada a mais adequada sob os aspectos técnico e econômico. A gestão também comunicou que adotará todas as medidas administrativas e judiciais cabíveis para responsabilizar os agentes envolvidos e buscar o ressarcimento dos valores despendidos.

Quando os recursos de eventual ressarcimento ingressarem, eles voltarão a compor a base de distribuição do fundo imobiliário. Até lá, a programação de pagamentos informada balizará os ajustes na distribuição de rendimentos, conforme o cronograma de desembolsos detalhado.

ACESSO RÁPIDO

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