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Brasil mantém lugar entre os 5 maiores mercados solares; veja reflexos para o SNEL11

Brasil mantém lugar entre os 5 maiores mercados solares; veja reflexos para o SNEL11
Foto: Suno/Banco

A geração de energia solar segue ampliando presença na matriz elétrica global, ainda que em ritmo menos acelerado do que nos anos anteriores. Segundo a SolarPower Europe, o mundo adicionou 664 GW de capacidade em 2025, o maior volume já registrado pela indústria. O crescimento foi de 12% na comparação anual, mantendo a fonte na liderança da expansão renovável.

A entidade avalia que o setor entra em uma nova fase. O avanço tende a depender mais da modernização das redes elétricas, do uso de sistemas de armazenamento em baterias e da integração da geração distribuída. Esses vetores devem sustentar a continuidade do ciclo de investimentos em ativos fotovoltaicos.

Nesse contexto, operadores de usinas solares procuram elevar a previsibilidade de receitas. A estratégia combina a expansão de portfólios com plantas em operação e a formalização de contratos de longo prazo. Essa abordagem tem sido adotada por veículos dedicados à geração distribuída de energia.

SNEL11 consolida estratégia na geração distribuída

O fundo vem ampliando sua carteira com usinas já operacionais, com foco em estabilidade de caixa por meio de contratos de longo prazo. Nos últimos meses, a capacidade instalada total alcançou 103,5 MWp, distribuída em 25 projetos operacionais alocados em diferentes localidades.

Em junho, o veículo registrou seu maior volume de negociações desde o lançamento. Dados da gestora indicam movimentação superior a R$ 150 milhões no período, estabelecendo um novo recorde de liquidez no mercado secundário.

O mês também trouxe avanço relevante da base de investidores. Até 26 de junho, foram 17.327 novos cotistas ingressando no fundo, enquanto 4.966 saíram no mesmo intervalo. O saldo líquido resultou em 12.361 novos cotistas, elevando o total para 111.603 investidores e posicionando o veículo entre os maiores fundos imobiliários da B3 em número de participantes.

Brasil continua entre os principais mercados de energia solar

A expansão global ainda se concentra em poucos mercados. A China respondeu por 382 GW das novas instalações em 2025, mais da metade da capacidade adicionada no mundo. Em seguida aparecem Índia, com 45,7 GW, e Estados Unidos, com 43,2 GW, consolidando o trio de maiores mercados. A Alemanha lidera na Europa com 17,4 GW.

O Brasil ocupou a quinta posição após instalar 14,5 GW no período. O volume representa retração de 23% frente a 2024, movimento associado ao amadurecimento do mercado após anos de forte expansão. Mesmo com a desaceleração, o país mantém relevância na expansão fotovoltaica.

O cenário reflete uma etapa de ganho de escala e de ajustes regulatórios e operacionais. A tendência é de maior integração entre geração centralizada e distribuída, com reforços na rede e crescimento de soluções de armazenamento, condições que favorecem ativos com contratos de longo prazo.

Oferta do FII pode alcançar R$ 2,3 bilhões

No campo de captação, a quinta emissão prevê inicialmente a distribuição de cerca de 221,3 milhões de cotas ao preço de R$ 8,32 por unidade, o que poderá levantar aproximadamente R$ 1,84 bilhão. O lote adicional, se integralmente exercido, pode elevar a oferta para cerca de R$ 2,3 bilhões.

Considerando os custos de distribuição, o preço final de subscrição foi fixado em R$ 8,65 por cota. A operação busca financiar a aquisição de novos ativos e reforçar a estratégia de expansão da carteira com usinas em operação, alinhada ao ambiente de crescimento da geração distribuída no país.

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