A Michelin inaugurou uma usina solar na Bahia com capacidade anual de 102 mil kWh, reforçando sua estratégia de descarbonização e autonomia energética. O projeto abastecerá centros de pesquisa e biodiversidade da empresa no estado, apoiando metas de eficiência e redução de custos. A iniciativa reflete a corrida corporativa por energia limpa própria, em linha com políticas ESG e exigências de mercado.
A energia será direcionada ao Centro de Estudo da Biodiversidade, ao Centro de Pesquisa em Heveicultura e ao Espaço Ouro Verde, todos na Bahia. Segundo Glauce Ferman, diretora de Comunicação, Marcas, Sustentabilidade e Relações Públicas da Michelin América do Sul, o investimento materializa o compromisso em integrar desenvolvimento econômico e responsabilidade ambiental, com ganhos operacionais e reputacionais.
Além do movimento da Michelin, o avanço da geração distribuída no Brasil ganha tração com o SNEL11, que expandiu presença na região. O fundo estreou no estado ao adquirir a UFV Paramirim, usina solar na concessão da Neoenergia Coelba com 5 MW e produção estimada de 12.168 MWh por ano. O ativo opera no modelo de créditos para consumidores conectados à mesma rede, ampliando a eficiência do uso local da energia.
A transação marcou a entrada inaugural do SNEL11 na Bahia e elevou sua exposição a um território estratégico para expansão renovável. Com portfólio focado em energia distribuída, o fundo se beneficia da demanda crescente por previsibilidade de custos e da estabilidade regulatória que fomenta novos projetos solares.
Investidores e empresas enxergam a Bahia como polo competitivo pelos recursos naturais, infraestrutura logística e cadeias já estabelecidas de equipamentos solares e eólicos. O ambiente favorável acelera a conexão de novas usinas, reduz perdas e viabiliza contratos de longo prazo. Esse ecossistema encurta prazos, viabiliza financiamento e atrai manufaturas.
Com projetos como a usina da Michelin e a expansão do SNEL11, a Bahia consolida um ciclo virtuoso: produção limpa, geração de empregos qualificados e fortalecimento tecnológico regional. A tendência é de ganho de escala nacional, com a Bahia no centro da transição energética, ampliando a demanda por ativos renováveis e serviços associados.