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Exportações do agro somam US$ 16 bi e impulsionam SNAG11

Exportações do agro somam US$ 16 bi e impulsionam SNAG11
Foto: Suno/Banco

O agro brasileiro fechou maio de 2026 com US$ 16 bilhões em exportações, reforçando seu peso na economia nacional e na geração de divisas. O desempenho, que respondeu por mais da metade das vendas externas do país, evidencia a resiliência do campo em um cenário global competitivo e sustentado por demanda firme. Esse avanço consolida a atividade como pilar da balança comercial, com reflexos positivos na cadeia de crédito e investimento.

Impulsionadas por preços firmes e boa logística de escoamento, as vendas externas cresceram 8,2% frente a maio de 2025. A soja liderou o movimento, superando US$ 6 bilhões e respondendo por cerca de 40% da receita do setor, enquanto a carne bovina também ampliou sua participação. No acumulado de 2026, o total exportado pelo agro já atinge US$ 70,55 bilhões, ritmo que sustenta projeções otimistas para o restante do ano.

A capilaridade do avanço ficou clara: 1.496 municípios realizaram embarques no período, segundo a CNM, ampliando a distribuição de renda e o dinamismo local. O Mato Grosso se destacou, com US$ 3,14 bilhões, confirmando a força das regiões produtoras de grãos e consolidando a competitividade logística do Centro-Oeste no comércio exterior.

A China manteve-se como principal destino, absorvendo mais de US$ 6 bilhões em produtos agropecuários. A consistência da demanda asiática, somada à diversificação de mercados e produtos, tem reduzido a volatilidade da receita e ancorado investimentos em tecnologia, armazenagem e irrigação, fatores que elevam produtividade e previsibilidade.

O ambiente favorável nas exportações fortalece fundos de crédito rural como o SNAG11, que se beneficiam da melhora de caixa dos produtores e da qualidade das garantias. A quinta emissão do fundo captou R$ 301 milhões, elevando o patrimônio para perto de R$ 1 bilhão e a base a 130 mil cotistas, indicando apetite do investidor por ativos lastreados no agronegócio.

Com 38,5% da carteira em revendas agrícolas, 22,7% em irrigação, 9% em terras agrícolas e 6,3% em armazenagem, além de exposição a café, sementes, laticínios e imóveis rurais, o SNAG11 busca diluir riscos e capturar o ciclo positivo do agro. A combinação de demanda externa robusta e funding especializado reforça a perspectiva de estabilidade no crédito do setor.

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