A Petrobras (PETR4) assinou contratos com a SBM Offshore para a construção de duas plataformas FPSO destinadas ao projeto Sergipe Águas Profundas (SEAP), com investimento superior a R$ 60 bilhões. O plano prevê produção acumulada acima de 1 bilhão de barris de óleo equivalente, reforçando a expansão da companhia fora do pré-sal tradicional. O modelo adotado é o Build, Operate and Transfer (BOT), garantindo que a estatal mantenha a propriedade dos ativos estratégicos.
No arranjo BOT, a SBM será responsável por projeto, construção, montagem, operação e manutenção por 6,5 anos. Essa estrutura contratual busca acelerar a entrega, otimizar custos e mitigar riscos operacionais. A Petrobras indica que os prazos estão alinhados ao cronograma de entrada em operação das unidades, essenciais para atender à demanda prevista de petróleo e gás no país.
As unidades P-81 (SEAP-I) e P-87 (SEAP-II) integram a estratégia de crescimento e diversificação geográfica da carteira de E&P. O FPSO SEAP-II terá capacidade de processar 120 mil barris diários de petróleo e 12 milhões de m³/dia de gás natural, com início de produção de óleo em 2030 e exportação de gás a partir de 2031. A plataforma contará com sistemas de segurança e eficiência de última geração.
Capacidade combinada alcança 240 mil barris diários
O SEAP-I também produzirá 120 mil barris/dia de petróleo, processando 10 milhões de m³/dia de gás natural. A entrada em operação está prevista para 2031, o que, somado ao SEAP-II, eleva a capacidade total da frente Sergipe para 240 mil barris/dia, ampliando a resiliência do portfólio da Petrobras.
As jazidas estão nas concessões BM-SEAL-4, BM-SEAL-4A, BM-SEAL-10 e BM-SEAL-11, entre 80 e 100 km da costa de Sergipe. A infraestrutura incluirá um gasoduto de 134 km para escoamento, favorecendo a integração ao mercado. A iniciativa fortalece a oferta nacional de gás natural e cria uma nova fronteira produtiva no Nordeste.
Ao acelerar SEAP, a Petrobras reforça sua posição no E&P, diversifica fontes de receita e contribui para a segurança energética do Brasil. A parceria com a SBM Offshore destaca sinergias técnicas e operacionais, essenciais para capturar valor em águas profundas.