O Brasil alcançou um marco relevante no setor de energia solar distribuída, com 16 estados ultrapassando 1 GW em capacidade instalada de geração distribuída (GD) fotovoltaica, segundo dados da ANEEL. O avanço reflete um ciclo de expansão sustentável e amplia oportunidades para investidores e consumidores, ao mesmo tempo em que reduz a pressão sobre a rede elétrica tradicional.
O cenário atual indica mais de 48 GW de potência fotovoltaica própria já instalados no país, somando aproximadamente 4,4 milhões de sistemas em operação. Essas unidades suprem cerca de 7,8 milhões de consumidores, consolidando a matriz elétrica com fonte limpa e de rápida implementação. Esse crescimento reforça o papel da GD no equilíbrio regional da oferta de energia.
Entre os líderes de capacidade, São Paulo desponta com 6,68 GW, seguido por Minas Gerais (5,90 GW), Paraná (4,33 GW), Rio Grande do Sul (3,69 GW) e Mato Grosso (3,15 GW). Outros estados também se destacam, como Bahia (2,80 GW), Goiás (2,33 GW), Mato Grosso do Sul (1,84 GW) e Pernambuco (1,49 GW), evidenciando a capilaridade da tecnologia.
O fundo SNEL11 acelerou sua expansão com 20 contratos para aquisição de ativos de GD solar, totalizando cerca de 87,5 MWp. Os aportes, próximos de R$ 436,2 milhões, estão distribuídos em 22 municípios de oito estados, com geração projetada de 153.460 MWh ao ano e TIR real estimada em 14,44%. Essa estratégia diversifica receitas e reduz riscos operacionais.
Estados do Norte e do Nordeste ainda apresentam potencial expressivo. Piauí (853 MW), Tocantins (723 MW), Rondônia (675 MW), Alagoas (633 MW) e Paraíba (611 MW) aproximam-se do patamar de 1 GW, demonstrando espaço para novos projetos, especialmente em regiões com elevada irradiação e terrenos disponíveis.
A Região Norte, apesar de elevada insolação, concentra volumes menores por conta da baixa densidade populacional e desafios logísticos. Ainda assim, melhorias regulatórias, queda no custo de equipamentos e modelos de negócios como geração compartilhada tendem a acelerar a adoção, criando um ciclo virtuoso de investimentos.
Com a consolidação da energia solar distribuída, investidores e consumidores ganham previsibilidade, e o sistema elétrico se torna mais resiliente e limpo. O avanço dos líderes, combinado ao potencial dos estados emergentes, projeta nova rodada de crescimento para a fonte fotovoltaica e para veículos de investimento como o SNEL11.