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Ibovespa cai e emenda 5ª semana de perdas; veja o que aconteceu

Ibovespa cai e emenda 5ª semana de perdas; veja o que aconteceu
Foto: Suno/Banco

O Ibovespa recuou 0,61% nesta sexta-feira (15), fechando a 177.283,83 pontos e emendando a quinta semana seguida no vermelho. O tom negativo refletiu a saída de capital estrangeiro, a aversão ao risco e as incertezas domésticas e externas que seguem limitando o apetite por Bolsa.

A pressão vendedora foi sentida desde a abertura, quando o índice testou a mínima em 175.417,25 pontos. Entre os vetores de cautela, pesaram os conflitos no Oriente Médio, as tensões comerciais entre EUA e China e a postura defensiva típica de fim de semana. O giro financeiro somou R$ 32,2 bilhões, impulsionado pelo vencimento de opções sobre ações.

A cotação do dólar avançou mais uma vez, acompanhando o aumento da aversão global e a ausência de um direcionador claro no exterior. As bolsas americanas também fecharam em baixa: Dow Jones (-0,37%), S&P 500 (-0,22%) e Nasdaq (-0,12%), reforçando o clima de prudência.

Entre as ações, houve dispersão de desempenho. Nos destaques positivos, Minerva (BEEF3) subiu 7,5%, enquanto Petrobras (PETR4) ganhou 2,0% e Prio (PRIO3) figurou entre as maiores altas, amparadas por movimentos do petróleo e ajustes setoriais. Nas maiores quedas, Usiminas (USIM5) caiu 7%, Hapvida (HAPV3) recuou 6% e Cosan (CSAN3) perdeu 5%, refletindo realização e ruídos específicos.

O investidor estrangeiro manteve a retirada de recursos. Até 13 de maio, a saída líquida somou R$ 6,45 bilhões no mês, embora o saldo em 2024 ainda permaneça positivo, perto de R$ 50 bilhões. Esse vaivém ajuda a explicar a menor liquidez marginal e a sensibilidade do mercado a notícias.

Em síntese, o Ibovespa segue pressionado por fatores externos e domésticos, com o câmbio e os juros longos ditando parte do humor. A continuidade da busca por proteção e a falta de catalisadores positivos mantêm o índice vulnerável a novas correções no curto prazo.

Perspectivas para a próxima semana incluem a vigilância sobre indicadores nos EUA, desdobramentos geopolíticos e leituras fiscais locais. Para o investidor, a alocação seletiva e o monitoramento de riscos permanecem centrais na estratégia diante do quadro atual do Ibovespa.

ACESSO RÁPIDO

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