A IPO da SpaceX pode se tornar a maior oferta pública da história, segundo fontes ouvidas por Bloomberg e Reuters. A empresa de Elon Musk protocolou confidencialmente o pedido na SEC nesta quarta-feira (1). O movimento intensifica a corrida por capital no setor de tecnologia e espaço, atraindo bancos globais e investidores institucionais para uma operação recorde.
Como funciona o processo de IPO confidencial? O procedimento permite que companhias enviem rascunhos à U.S. Securities and Exchange Commission sem divulgação imediata. Durante a revisão regulatória, a empresa ajusta o documento e, mais adiante, publica detalhes como quantidade de ações, faixa de preço e cronograma. Esse mecanismo reduz riscos reputacionais e dá flexibilidade para calibrar a oferta conforme as condições de mercado.
Em termos de avaliação, as fontes apontam valor acima de US$ 1,75 trilhão para a empresa espacial. Se confirmada, a emissão pode captar até US$ 75 bilhões, superando o recorde estabelecido pela Saudi Aramco em 2019, que levantou US$ 29 bilhões. Esse patamar reforça o apetite por negócios de infraestrutura espacial e serviços de conectividade, segmentos em que a SpaceX é líder.
Quando a oferta acontece? A expectativa é de janela em junho, posicionando a empresa à frente de potenciais captações de outras gigantes de IA, como OpenAI e Anthropic. A estruturação financeira foi atribuída a um grupo seleto de bancos, indicando uma colocação ampla nos Estados Unidos, Europa e Ásia.
A SpaceX escolheu Morgan Stanley, Goldman Sachs, JPMorgan Chase, Bank of America e Citigroup como coordenadores principais. No total, cerca de 21 instituições compõem o consórcio de distribuição global. Entre elas, o brasileiro BTG Pactual (BPAC11), além de Barclays, Deutsche Bank, UBS Group, Mizuho Financial Group e Macquarie Group.
Se bem-sucedida, a IPO da SpaceX pode redefinir parâmetros de valuation e liquidez em ofertas globais, além de ampliar o acesso do público ao setor espacial. Investidores observarão de perto o prospecto final, a precificação e a demanda internacional para avaliar riscos, governança e perspectivas de crescimento da companhia.