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Movida cai apesar de balanço forte; BTG mantém compra em MOVI3

Movida cai apesar de balanço forte; BTG mantém compra em MOVI3
Foto: Suno/Banco

As ações da Movida (MOVI3) recuam 2,73% nesta terça-feira (24), cotadas a R$ 12,81 às 16h, na primeira sessão após a divulgação do balanço do quarto trimestre de 2025. O movimento negativo ocorre apesar de números fortes, sugerindo que parte do otimismo já estava refletida nos preços. Investidores também monitoram o cenário macro e a trajetória dos juros, que afetam o custo de capital e o apetite por risco no setor de locação.

A companhia reportou lucro líquido de R$ 102,3 milhões no 4º tri, avanço de 64,5% na comparação anual e acima do guidance da própria empresa, que indicava entre R$ 75 milhões e R$ 90 milhões. O resultado foi amparado por disciplina comercial, controle de custos e robustez operacional. Mesmo assim, a reação morna do mercado indica realização de lucros e ajustes de expectativas.

No acumulado de 2025, o lucro líquido somou R$ 318,4 milhões, alta de 37,5% frente a 2024. O Ebitda trimestral alcançou R$ 1,4 bilhão, crescimento de 19,8% ano a ano, sustentado por maior eficiência e melhor mix de contratos. Esses números reforçam a resiliência do negócio e a capacidade de geração de caixa.

Os analistas do BTG Pactual classificaram os resultados como sólidos, porém já precificados. O banco aponta a combinação de preços elevados e alta ocupação da frota como pilares das margens. A principal surpresa positiva veio do guidance para o primeiro trimestre de 2026, que projeta lucro entre R$ 110 milhões e R$ 130 milhões, acima do consenso.

O BTG mantém recomendação de compra e preço-alvo de R$ 12 para MOVI3, destacando que o desempenho de curto prazo segue sensível ao ambiente macroeconômico. Mudanças na curva de juros podem influenciar o custo de financiamento da frota e, por consequência, a rentabilidade do negócio. Para o investidor, o foco recai sobre disciplina de capital e alavancagem.

Em síntese, as ações da Movida corrigem após um rali pré-balanço, mesmo diante de um trimestre forte. A leitura do mercado parece ser de resultados em linha com o que já se esperava, com viés positivo no guidance. Para quem avalia posicionamento tático, a assimetria dependerá da evolução dos juros e da manutenção de margens via preço e ocupação. As perspectivas seguem construtivas, mas o curto prazo demanda cautela.

ACESSO RÁPIDO

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