O fundo imobiliário TEPP11 apurou R$ 2,731 milhões de resultado em julho de 2026, com leve retração frente ao mês anterior. A performance decorreu de R$ 4,682 milhões em receitas, deduzidos R$ 2,265 milhões em despesas operacionais no período.
Aos cotistas, o fundo pagou R$ 0,125 por cota no mês. Considerando a cotação de fechamento de referência de R$ 7,97, o montante corresponde a um dividend yield de 1,57% no mês, ou 20,53% ao ano, segundo o informe gerencial.
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Rendimentos distribuídos pelo fundo são isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, desde que atendidas as condições previstas na legislação aplicável, informou a administradora.
Rendimentos e resultado do TEPP11 em julho de 2026
O desempenho de julho refletiu a dinâmica de receitas recorrentes e controle de despesas. O resultado de R$ 2,731 milhões veio após a geração de R$ 4,682 milhões em receitas e R$ 2,265 milhões em custos, mantendo a distribuição em R$ 0,125 por cota.
Na comparação com o preço de R$ 7,97, o dividend yield efetivo do mês foi de 1,57%, anualizado em 20,53%. A isenção de Imposto de Renda para pessoas físicas nos rendimentos do fundo permanece válida nas condições previstas em lei.
Aquisições e locações do TEPP11 no mês
Em julho, o fundo avançou em aquisições no portfólio. No Edifício Torre Sul, comprou os conjuntos 171 e 172 por R$ 10.767.131,82, com cap rate estimado de 9,7% ao ano e preço 16% abaixo do custo histórico de 2019. A participação no ativo passou de 49,5% para cerca de 55,0%.
No Edifício Passarelli, o fundo firmou a compra de seis conjuntos comerciais — unidades 43, 44, 45, 61, 62 e 66 — por R$ 13.441.494,74, a um cap rate projetado de 9,1% ao ano. Com isso, a fatia no imóvel aumentou de 54,0% para 61,6%, conforme o relatório.
Em paralelo, seguem as tratativas para a venda integral do Edifício Passarelli. A assinatura do compromisso está prevista para o fim de agosto e a conclusão é estimada entre setembro e outubro de 2026, de acordo com o cronograma indicado pela gestão.
Nas locações, houve renovação de contrato no Edifício Top Center com reajuste nominal de 92% no aluguel. Estão em fase final os reajustes no Edifício Passarelli, de 24%, e no Edifício BFL, de 44%, além de negociações para ocupação de áreas vagas no Edifício Fujitsu.
Carteira e indicadores do TEPP11
A vacância física do portfólio encerrou julho em 5,69%, enquanto a vacância financeira ficou em 2,67%. O WAULT do fundo é de 5,4 anos, com destaque para 12,8 anos no Edifício GPA e 7,6 anos no Edifício Fujitsu, reforçando a base contratual de longo prazo.
Em regime de caixa, a receita mensal tem concentração equilibrada por ativo: Torre Sul, Top Center, GPA e BFL 1355 representam individualmente 19% do faturamento. Na sequência estão o Passarelli, com 14%, e o Fujitsu, com 9%, segundo a gestão.
Nos contratos, 78,1% dos reajustes estão atrelados ao IPCA e 21,9% ao IGP-M. Por segmento dos locatários, a receita é distribuída entre tecnologia (20,19%), varejo (19,13%), agroindústria (18,25%), serviços (17,39%), comércio (10,05%), saúde (7,89%) e financeiro (4,44%).
A alavancagem encerrou o segundo trimestre de 2026 em 20,9% do patrimônio líquido, estável em relação ao trimestre anterior. O passivo do fundo é composto por duas operações de CRI, detalhadas no informe.
O CRI Fujitsu, emitido em junho de 2021 e com vencimento em junho de 2033, é indexado ao IPCA + 6,00% ao ano, com volume de emissão de R$ 24,750 milhões e saldo atualizado de R$ 34,599 milhões. A amortização está prevista para iniciar em julho de 2026, em 84 parcelas.
Já o CRI GPA, emitido em dezembro de 2024 e com vencimento em dezembro de 2034, segue a IPCA + 8,17% ao ano. O volume de emissão foi de R$ 62,000 milhões, com saldo de R$ 67,587 milhões, e a amortização deverá começar em janeiro de 2027, em 96 parcelas, dentro da estrutura de capital do fundo.
