O resultado distribuível do fundo imobiliário RBVA11 avançou em maio para R$ 17,127 milhões, alta superior a 30% sobre o mês anterior. O número resulta de um resultado imobiliário de R$ 19,403 milhões e de despesas totais de R$ 2,669 milhões.
No recorte por cota, o resultado foi de R$ 0,11 e a distribuição, de R$ 0,09 por cota, em linha com o guidance definido para o semestre.
Com a cota encerrando maio a R$ 9,63, os rendimentos do RBVA11 corresponderam a um dividend yield mensal de 0,93%, equivalente a cerca de 11,2% no acumulado de 12 meses.
O fundo firmou dois contratos de locação de longo prazo com a rede Ultra, ambos por 20 anos, para os imóveis Paulista 436 e Duque de Caxias, em São Paulo.
Foi a primeira vez que o fundo imobiliário RBVA11 alugou dois ativos simultaneamente para o mesmo inquilino, movimento que elevou a exposição ao segmento de bem-estar para 5,1% da carteira.
RBVA11 fecha aquisições e reforça contratos de longo prazo
Na sequência, ocorreram novas compras. O Flagship Portobello Gabriel foi adquirido por R$ 81 milhões, com 1.771,28 metros quadrados de área construída, locado à Portobello em contrato built-to-suit atípico de 20 anos, reajuste anual pelo IPCA e cap rate estimado de 8,0% ao ano.
No mesmo movimento, o FII RBVA11 comprou três imóveis — Pátio Maria Antônia, Estácio e PBKIDS — por R$ 111,6 milhões no total, a cap rate estimado de 11,0% ao ano. Todos possuem contratos longos em pontos estratégicos de São Paulo e do Rio de Janeiro. O Estácio adiciona exposição ao setor educacional, por meio de contrato atípico de longo prazo.
Acordos e indenizações também contribuíram para o caixa do mês, somando R$ 6,25 milhões. O maior pagamento foi do Santander, de R$ 3,39 milhões, pela desocupação do imóvel de Santo André, sendo R$ 644,7 mil de multa e R$ 2,75 milhões de indenização inicial.
Entraram ainda R$ 1,514 milhão relativos ao imóvel Mutinga, R$ 986,1 mil referentes ao Italianos e R$ 354,1 mil de multa do imóvel Santos. Para julho de 2026, o fundo RBVA11 tem previsto o recebimento de mais R$ 2,75 milhões, parcela restante da indenização de Santo André.
Com essas operações, o portfólio atingiu cerca de R$ 414 milhões, o que equivale a 21,4% do patrimônio líquido.
Detalhes da carteira do FII RBVA11
A composição da carteira ficou distribuída em imóvel varejo (54,5%), imóvel educacional (23,2%), imóvel varejo triple A (21,4%), shoppings (0,5%) e FIIs (0,3%).
Ao todo, são 74 imóveis de varejo e varejo triple A, sustentados por 70 contratos de locação, com concentração em alguns inquilinos. A Caixa detém 19 locações, o Pão de Açúcar 8, o Santander 6 e a Cogna outras 6.
O conjunto inclui 12 imóveis vagos e posições estratégicas em shoppings, mantidas pelos FIIs Legatus (LASC11) e Pátio Higienópolis (SHPH11).
A receita contratada do RBVA11 é majoritariamente atrelada ao IPCA, que indexa 70,2% do total. Os 29,8% restantes seguem o IGP-M. Por região, a maior concentração está no Sudeste (88,1%), seguida por Nordeste (6,7%), Centro-Oeste (4,2%) e Sul (0,9%).
