A Pague Menos (PGMN3) reportou resultados do 1T26 acima do consenso, com aceleração de receita, avanço das margens e lucro líquido ajustado quatro vezes superior ao de 2025. Segundo o BTG Pactual, os números vieram “acima das estimativas”, sustentados por vendas resilientes e ganhos de eficiência, apesar de uma leve desaceleração sequencial nas comparações trimestre a trimestre.
A receita bruta consolidada somou R$ 4,14 bilhões, alta de 14,4% na base anual, refletindo maior tração em categorias de maior valor agregado e melhor execução comercial. O lucro líquido ajustado atingiu R$ 55 milhões, um salto frente aos R$ 12 milhões do 1T25, apoiado por disciplina de custos, melhora financeira e efeitos tributários favoráveis.
As vendas nas mesmas lojas avançaram 13% ano a ano, ritmo ainda sólido, embora mais moderado do que em trimestres recentes. A demanda por genéricos e produtos de marca própria permaneceu forte, enquanto o impulso dos GLP-1 ganhou relevância e já representa 9,1% da receita total, ampliando o ticket e sustentando a rentabilidade do mix.
A produtividade por unidade evoluiu, alcançando R$ 818 mil por mês, crescimento de 12% em 12 meses, um sinal de eficiência operacional e melhor alocação de sortimento. A participação de mercado subiu para 6,7%, em linha com a estratégia de expansão orgânica, captura de sinergias e ganho de escala no varejo farmacêutico nacional.
A margem bruta ficou em 29,5%, com expansão de 0,8 p.p., refletindo menores perdas, avanço do mix de genéricos e iniciativas comerciais. A margem Ebitda (ex-IFRS 16) atingiu 4,9%, também 0,8 p.p. acima, enquanto o Ebitda totalizou R$ 205 milhões, alta de 36% ano a ano, superando as projeções dos analistas e reforçando a tendência de recuperação estrutural.
Apesar do fluxo de caixa livre negativo, impactado por sazonalidade e recomposição de estoques, a alavancagem recuou para 1,9x dívida líquida/Ebitda, indicando disciplina financeira e capacidade de autofinanciamento. Com esses vetores, a companhia reforça a trajetória de rentabilidade e consolidação setorial, mantendo uma base favorável para 2026.
Em síntese, a Pague Menos entrega crescimento rentável, melhora operacional consistente e reforço de market share, embasando a visão positiva do sell side e sustentando o otimismo para os próximos trimestres.
