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IFIX recua aos 3.760 pontos e fecha em queda de 0,58%

Bolsa de Valores - Investimentos

Foto: Suno/Banco

O índice de referência dos fundos imobiliários no Brasil, o IFIX, fechou o pregão desta quinta-feira (6) aos 3.760,11 pontos, em queda de 0,58%. A variação negativa representa recuo de 21,88 pontos ante o fechamento anterior. O indicador acompanhou o movimento de baixa durante praticamente toda a sessão e encerrou no menor nível do dia.

Ao longo das negociações, o índice de fundos imobiliários variou entre a máxima de 3.786,02 pontos e a mínima de 3.757,68 pontos. A abertura ocorreu em 3.781,94 pontos, acima do fechamento, mas o IFIX perdeu força durante o pregão e permaneceu em campo negativo até o fim.

Com esse desempenho, o índice segue dentro do intervalo observado nas últimas 52 semanas, entre 3.404,17 pontos e 3.944,38 pontos. O comportamento do dia manteve a referência no meio da faixa anual, sem rompimento de suportes ou resistências recentes.

IFIX recua e fecha no piso do dia

O resultado desta quinta-feira (6) consolidou a segunda parte do pregão em queda, com o índice testando mínimas intradiárias. A pressão vendedora se intensificou no fim da sessão, levando o IFIX a encerrar no piso do dia, após breve tentativa de recuperação pela manhã.

A dinâmica intradiária mostrou amplitude moderada entre máxima e mínima, com cerca de 28 pontos de diferença, refletindo um dia de maior cautela entre os investidores de fundos imobiliários. Ainda assim, o patamar atual permanece dentro do corredor de variação das últimas 52 semanas.

Maiores altas e baixas do pregão

Entre os destaques positivos, o CACR11 (Cartesia Recebíveis Imobiliários) liderou as valorizações, com alta de 10,55%, terminando cotado a R$ 15,19. Na sequência, o JSCR11 (JS Recebíveis Imobiliários FII) avançou 2,14% e fechou a R$ 8,11. O SNEL11 (Suno Energias Limpas) completou as maiores altas, com ganho de 1,34%, para R$ 8,33.

Do lado negativo, o TRXF11 (TRX Real Estate Fundo de Investimento Imobiliário) registrou a maior queda do dia, ao recuar 5,32% e encerrar a R$ 84,44. O movimento ocorreu no mesmo dia em que o fundo anunciou uma nova emissão de cotas, que pode chegar a R$ 5 bilhões, e divulgou a maior transação de sua história: investimento de R$ 2,13 bilhões na aquisição de participação em dois fundos imobiliários geridos pela Cy.Capital, plataforma imobiliária ligada ao Grupo Cyrela.

Outros recuos relevantes foram os do BROF11 (BRPR Corporate Offices), com queda de 4,24%, para R$ 57,63, e do URPR11 (Urca Prime Renda), que caiu 2,71% e terminou a R$ 18,20. As movimentações refletiram ajustes específicos de cada ativo em um pregão de viés negativo para o setor.

Fundos mais negociados e volumes

Entre os fundos com maior liquidez, o GGRC11 (Zagros Renda Imobiliária FII) liderou em volume, com 1,37 milhão de cotas negociadas e variação de -0,52% no dia. Na segunda posição apareceu o GARE11 (Guardian Logística), com 1,33 milhão de cotas e baixa de 0,25%. Em seguida, o MXRF11 (Maxi Renda Fundo de Investimento Imobiliário) somou 1,14 milhão de cotas e recuo de 0,11%.

Também figuraram entre os mais ativos o TRX Real Estate Fundo de Investimento Imobiliário, com 894,67 mil cotas e queda de 5,32%, e o CPTS11 (Capitania Securities II Fundo de Investimento Imobiliário), que movimentou 888,75 mil cotas e encerrou o dia estável. Os volumes negociados reforçaram a concentração do fluxo em nomes de maior presença no mercado de FIIs.

No agregado, o pregão mostrou dispersão entre setores e estratégias, com poucas altas expressivas e um conjunto de quedas de magnitude moderada a elevada. O comportamento do IFIX e dos principais fundos refletiu um dia de ajustes, dentro do intervalo recente de preços observado ao longo do último ano.

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