O IFIX encerrou o pregão desta terça-feira (11) em 3.721,88 pontos, com queda de 0,55%. O recuo corresponde a 20,44 pontos frente ao fechamento anterior, de 3.742,32 pontos. O desempenho manteve o índice no campo negativo ao longo da maior parte da sessão.
O indicador abriu em 3.742,35 pontos e atingiu a máxima de 3.744,36 pontos nas primeiras operações. À medida que o dia avançou, perdeu força e marcou a mínima de 3.720,99 pontos, encerrando próximo desse nível e confirmando a pressão vendedora no fim do pregão.
IFIX acompanha queda do mercado
O índice de fundos imobiliários acompanhou o movimento negativo do mercado acionário brasileiro. O Ibovespa caiu 2,5%, aos 167.875 pontos, menor nível desde 20 de janeiro, o que reforçou o viés de cautela entre os investidores locais.
No ambiente doméstico, prevaleceu a aversão ao risco, mesmo após o IPCA de julho avançar 0,07%. As mensagens mais cautelosas da ata do Copom, somadas às preocupações fiscais e ao cenário externo, pressionaram os negócios e limitaram a recuperação ao longo do dia.
Entre os FIIs, o fundo imobiliário URPR11 (Urca Prime Renda) registrou a maior alta do pregão. A cota avançou 10,78%, com valorização de R$ 1,92, e fechou a R$ 19,73. O movimento colocou o ativo na liderança entre as maiores valorizações do dia no segmento.
Na sequência, o CPSH11 (Capitania Shoppings Fundo de Investimento Imobiliário) também terminou no campo positivo. O fundo subiu 1,04% na sessão, acrescentando R$ 0,10 ao preço, que encerrou a R$ 9,70. As duas cotas destoaram do desempenho geral do mercado.
Liderança em volume de negócios
Entre os FIIs mais negociados, o GGRC11 (Zagros Renda Imobiliária) liderou o volume do dia. Foram 1,51 milhão de cotas negociadas, com variação negativa de 0,62% no fechamento. O ativo figurou entre os principais termômetros de liquidez no pregão.
Em seguida apareceram o MXRF11 (Maxi Renda), com 1,46 milhão de cotas negociadas e baixa de 0,95%; e o GARE11 (Guardian Real Estate), com 1,06 milhão de cotas e recuo de 0,12%. Ambos acompanharam a direção do mercado, que refletiu a queda mais ampla dos ativos de risco.
Outros destaques em liquidez incluíram o CPTS11 (Capitania Securities II), que registrou 877,74 mil cotas negociadas e queda de 0,8%. O KNSC11 (Kinea Securities) movimentou 526,41 mil cotas e recuou 0,33% no dia, mantendo o tom negativo observado no setor.
Ao fim da sessão, o IFIX permaneceu próximo das mínimas intradiárias, após oscilar entre 3.720,99 e 3.744,36 pontos. A abertura em 3.742,35 pontos não se sustentou diante do cenário de maior cautela. O fechamento em 3.721,88 pontos consolidou a queda de 0,55% no acumulado do dia.
O comportamento do índice refletiu a combinação de fatores locais e externos que mantiveram o apetite por risco limitado. A leitura do IPCA de julho em 0,07% e a ata do Copom, com mensagens mais prudentes, mantiveram a política monetária e o quadro fiscal no centro do radar. Nesse pano de fundo, o índice de fundos imobiliários acompanhou o tom mais defensivo do mercado doméstico.
