O HSAF11 (HSI Ativos Financeiros FII) manteve a distribuição de R$ 0,95 por cota referente a junho, repetindo o mesmo patamar pelo 18º mês consecutivo. O pagamento será efetuado em 7 de julho aos investidores posicionados até 30 de junho.
Segundo a gestora, o rendimento corresponde a um dividend yield mensal de 1,21%, equivalente a 15,47% ao ano, considerando o reinvestimento dos proventos. O relatório indica projeção de distribuição entre R$ 0,90 e R$ 1,00 por cota para julho, sem caracterizar promessa de rentabilidade.
A administração informa que a manutenção do patamar de proventos decorre do desempenho operacional do portfólio. A estimativa para o mês seguinte será revista conforme o andamento das alocações e o comportamento dos indexadores dos ativos de crédito.
Gestão vende cotas de FIIs
Entre os destaques do relatório gerencial, a gestão realizou vendas de cotas de fundos imobiliários que somaram R$ 8,18 milhões ao longo de junho. Os recursos serão direcionados para novas aquisições de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) originados pela própria gestora, com negociações em estágio avançado. Os detalhes das operações serão divulgados após a conclusão das alocações.
Atualmente, o HSI Ativos Financeiros FII investe predominantemente em CRIs, mantendo também participação em outros fundos imobiliários e ativos financeiros ligados ao mercado imobiliário. A destinação dos recursos das vendas para novas operações de crédito, segundo a gestora, está alinhada à estratégia de alocação do fundo.
Carteira permanece adimplente
A HSI destaca que todos os CRIs da carteira seguem adimplentes, sem registros de atraso ou inadimplência desde o início das operações do fundo. Ao fim de junho, os CRIs indexados ao IPCA representavam cerca de 40% da carteira, com spread ponderado de 8,73% ao ano, enquanto os papéis atrelados ao CDI respondiam por aproximadamente 32%, com spread médio de 4,73% ao ano.
De acordo com a gestora, a inflação acumulada nos meses anteriores continuou favorecendo a geração de caixa dos títulos corrigidos pelo IPCA, o que contribuiu para o resultado operacional. A combinação de indexadores e spreads sustentou o nível de distribuição observado no período.
Resultado e distribuição por cota
O relatório aponta resultado de R$ 2,7 milhões em junho, equivalente a R$ 1,07 por cota, acima da distribuição efetivamente realizada aos investidores, de R$ 0,95 por cota. Com isso, o fundo imobiliário encerrou o mês com R$ 0,76 por cota em resultado contábil acumulado, indicando margem para compatibilizar fluxo de caixa e pagamentos futuros.
Patrimônio supera R$ 223 milhões
Em 30 de junho, o fundo contava com 8.762 cotistas, patrimônio líquido de aproximadamente R$ 223,9 milhões e valor de mercado próximo de R$ 199,1 milhões. A liquidez média diária atingiu R$ 684 mil no mês e, no acumulado de 2026, o mercado secundário registrou média próxima de R$ 1 milhão negociado por dia.
No cenário macroeconômico, a gestora mantém expectativa de Selic em 14,25% ao fim de 2026, projeção de IPCA de 5,5% e crescimento de 2,2% para o PIB. Segundo a administração, esse contexto segue favorável para fundos de crédito imobiliário com exposição relevante a CRIs indexados ao CDI e ao IPCA.
