O fundo registrou resultado de R$ 20,624 milhões em junho, abaixo do apurado no mês anterior. A receita imobiliária somou R$ 25,788 milhões, frente a despesas de R$ 6,206 milhões no período.
No mês, o resultado por cota foi de R$ 0,143. A distribuição ficou em R$ 0,170 por cota, com pagamento em 14 de julho de 2026 aos cotistas posicionados em 30 de junho. Os proventos são isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, conforme as condições previstas na legislação.
O recuo mensal contrasta com um evento relevante de maio. Em 19 de maio de 2026, a Hedge DTVM concluiu a venda de 18,375% do I Fashion Outlet Novo Hamburgo por R$ 63,400 milhões, com liquidação em cinco parcelas. A operação deve gerar lucro não recorrente de aproximadamente R$ 47,979 milhões para o fundo.
No operacional, as vendas dos shoppings alcançaram R$ 1.501 por metro quadrado em maio, alta de 8,6% ante maio de 2025, e avanço de 4,4% no acumulado do ano. A vacância encerrou o mês em 4,7% da ABL, frente a 4,8% em abril e no mesmo mês de 2025. O NOI por metro quadrado foi de R$ 87,9, com aumento de 0,3% na base anual e crescimento acumulado de 6,0% em 2026.
A dívida está concentrada em CRIs emitidos ao longo dos anos para financiar aquisições estratégicas. O CRI HGBS I saiu em junho de 2023 para a primeira compra de participação de 40% no Shopping Jardim Sul.
Em dezembro de 2024, os CRIs HGBS II e Habitasec foram levantados para a aquisição de 25% do Shopping Jaraguá Araraquara. Em dezembro de 2025, o CRI PSC financiou a compra de 20% do ParkShopping São Caetano. Já os CRIs Bauru I e Bauru II, emitidos em janeiro de 2026, sustentaram a aquisição de 35% do Boulevard Shopping Bauru.
A carteira encerrou o mês com participação em 19 shopping centers, distribuídos por 14 cidades e cinco estados. São 14 ativos diretos, quatro via cotas de outros FIIs — HPDP11, FVPQ11, FLRP11 e ABCP11 — e um em estrutura mista, de forma direta e por meio de WPLZ11.
Os shoppings representam 96,9% da carteira. Em sete ativos o fundo detém participação majoritária, equivalentes a 48% do valor investido em ativos estratégicos. Por classe, os imóveis somam 72,8% da carteira, seguidos por FIIs (24,1%), FIIs líquidos (1,0%), CRIs e LCIs (1,9%) e fundos de renda fixa (0,2%).
Entre os operadores, ALLOS lidera com 32%, seguida por AD Shopping (17%), Ancar (14%), Soul Malls (12%), WE9 (10%) e Multiplan (7%). Plena Malls (3%), SYN (2%), Partage (2%) e Alqia (1%) completam a base.
O Parque D. Pedro representa 18% da carteira do fundo, com participação de 22,0%, ABL de 126.323 metros quadrados e vacância de 1,6%. Suas vendas atingiram R$ 1.626 por metro quadrado, alta de 5,0% em 12 meses, e o NOI ficou em R$ 140,2 por metro quadrado.
O Shopping Jardim Sul responde por 14% da carteira, com participação de 80,0%, ABL de 28.748 metros quadrados e vacância de 3,2%. As vendas foram de R$ 2.406 por metro quadrado, enquanto o NOI alcançou R$ 142,9 por metro quadrado.
