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GARE11 ou HGRU11: qual o melhor FII de renda urbana? Veja os principais indicadores dos dois fundos

Um homem trabalhando em um computador com gráficos na tela

Imagem gerada por IA

Entre os mais negociados da B3, os fundos imobiliários GARE11 (Guardian Real Estate) e HGRU11 (Pátria Renda Urbana) costumam figurar no radar de quem busca renda recorrente e liquidez. Embora ambos sejam classificados como fundos de renda urbana, eles têm perfis distintos, o que estimula a comparação entre seus indicadores.

A definição de quais métricas são “mais altas” varia conforme o critério. Em alguns indicadores, o Guardian Real Estate se destaca; em outros, o Pátria Renda Urbana apresenta números superiores.

A seguir, confira como os dois FIIs se posicionam nos principais indicadores acompanhados pelo mercado.

Fundos imobiliários: patrimônio líquido comparado

O porte é frequentemente medido pelo patrimônio líquido. Nesse aspecto, o Pátria Renda Urbana possui aproximadamente R$ 3 bilhões, enquanto o Guardian Real Estate registra cerca de R$ 2,7 bilhões.

O patrimônio líquido corresponde ao valor contábil dos ativos do fundo, deduzidas as obrigações, e integra o conjunto de métricas usadas na análise de FIIs.

Preço da cota e relação com valor patrimonial

Na data da comparação, as cotas eram negociadas a R$ 126,86 no Pátria Renda Urbana e a R$ 8,12 no Guardian Real Estate. Mais relevante que o preço nominal por cota é o P/VP, que relaciona o preço de mercado ao valor patrimonial por cota.

O Pátria Renda Urbana apresenta P/VP de 0,98, enquanto o Guardian Real Estate registra 0,88. Em ambos os casos, as cotas eram negociadas abaixo do valor patrimonial, com desconto mais acentuado no Guardian Real Estate.

Esse indicador é utilizado para verificar se um fundo está sendo cotado acima ou abaixo do seu valor patrimonial.

Guardian Real Estate tem maior liquidez média diária

Na liquidez média diária, o Guardian Real Estate exibe volume financeiro mais alto. O fundo movimenta aproximadamente R$ 10,1 milhões por dia, frente a cerca de R$ 5,5 milhões no Pátria Renda Urbana. Em geral, maior liquidez tende a facilitar negociações no mercado secundário.

O número de cotistas também é mais elevado no Guardian Real Estate. A base reúne aproximadamente 522 mil cotistas, enquanto o Pátria Renda Urbana conta com cerca de 232 mil investidores. Esse dado indica o tamanho da base, mas, isoladamente, não determina qualidade ou potencial de retorno.

Dividend yield: comparação em 12 meses

Entre as métricas mais acompanhadas, o dividend yield expressa o retorno dos rendimentos em relação ao preço da cota. Nos últimos 12 meses, o Guardian Real Estate apresenta dividend yield de 12,19%, acima dos 9,38% do Pátria Renda Urbana.

O último rendimento distribuído foi de R$ 0,08 por cota no Guardian Real Estate e de R$ 0,95 por cota no Pátria Renda Urbana. Como os preços das cotas são bastante diferentes, a comparação nominal do valor distribuído não indica, por si só, qual FII paga proporcionalmente mais. Por isso, o dividend yield é amplamente usado como referência.

Indicadores mostram apenas parte da análise

Os indicadores financeiros permitem comparar características objetivas entre FIIs, mas cobrem apenas parte da avaliação. Além desses números, investidores observam fatores como qualidade e localização dos imóveis, perfil dos inquilinos, prazos dos contratos de locação, nível de vacância, endividamento, estratégia da gestão e composição do portfólio.

Na comparação entre Guardian Real Estate e Pátria Renda Urbana, cada um reúne pontos fortes distintos. Enquanto o Guardian Real Estate se destaca em liquidez média diária, número de cotistas e dividend yield dos últimos 12 meses, o Pátria Renda Urbana tem patrimônio líquido maior e negocia mais próximo do valor patrimonial. Esses dados ajudam a entender o perfil de cada FII, mas, isoladamente, não definem qual é o “melhor” para um investidor.

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