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BTG reduz posição de RBRY11 e mantém VISC11 em carteira recomendada de FIIs

Um grupo de pessoas trabalhando em mesas em um escritório

Imagem gerada por IA

O BTG Pactual realizou dois ajustes pontuais em sua carteira recomendada de fundos imobiliários para julho de 2026. A principal alteração foi a redução da participação do RBRY11 em dois pontos percentuais, compensada pela elevação, na mesma magnitude, da alocação em KNIP11.

De acordo com os analistas, a movimentação integra um rebalanceamento do portfólio para aprimorar a relação entre risco e retorno no contexto macroeconômico atual.

Com as mudanças, a carteira segue composta por 16 fundos imobiliários e mantém a distribuição entre segmentos, sem alterações relevantes no peso setorial.

No mês passado, a seleção do banco registrou queda de 0,93%, resultado melhor que o do IFIX, que recuou 1,21% no período. O portfólio apresentou dividend yield anualizado de 12,1%, o que corresponde a 89,4% do CDI, ou 105,2% do CDI em base gross-up, segundo o relatório.

No agregado, a carteira permanece negociando a um P/VP médio de 0,91 vez, métrica que, na avaliação da instituição, ainda aponta descontos relevantes em parte dos ativos.

BTG reduz exposição ao RBRY11

A diminuição do peso do RBRY11 está associada à estratégia de reduzir a exposição a ativos mais sensíveis ao atual nível de juros. Segundo o banco, o fundo, voltado a operações estruturadas no segmento residencial, enfrenta um cenário de menor velocidade nas vendas e maior seletividade na originação de novos créditos.

Apesar do ajuste, a instituição afirma manter visão construtiva no longo prazo para o veículo dentro do segmento de recebíveis imobiliários.

O aumento da alocação em KNIP11 reflete a preferência por ativos com fluxo de caixa mais previsível e carteira mais diversificada. O produto tem exposição a operações nos segmentos corporativo, logístico, de shopping centers e escritórios, além de ser integralmente indexado à inflação.

VISC11 e HGBS11 são opções em FIIs de shoppings

No segmento de shopping centers, o banco preserva a exposição a HGBS11, HSML11, GZIT11 e VISC11, priorizando ativos maduros, situados em regiões de maior resiliência econômica.

Segundo o relatório, esses fundos contam com portfólios diversificados, boa performance operacional, baixo nível de alavancagem e elevada liquidez, além de potencial de captura de ganhos com gestão ativa e venda estratégica de ativos.

O BTG também ressalta a presença de ativos dominantes, participação relevante ou de controle em parte dos empreendimentos e forte exposição ao estado de São Paulo, principal mercado consumidor do país.

A carteira continua com posição em PVBI11, no segmento de lajes corporativas, e em TRXF11, de renda urbana. Sobre o TRXF11, o banco destaca o portfólio diversificado em regiões consolidadas, contratos atípicos com grandes empresas do varejo, potencial de reciclagem de ativos e elevada liquidez no mercado secundário.

Carteira mantém predominância em fundos de recebíveis

Após o rebalanceamento, os fundos de recebíveis seguem com o maior peso na carteira, com KNCR11 (13%), BTCI11 (6%), RBRR11 (3%) e MCCI11 (8%). Os ativos cujas posições foram, respectivamente, ampliada e reduzida neste mês passaram a 15% e 5%.

Na avaliação do BTG Pactual, a combinação entre diversificação setorial, ativos negociados abaixo do valor patrimonial e dividend yield próximo de 12% continua oferecendo relação atrativa entre geração de renda e potencial de valorização no cenário atual.

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