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VGIR11 paga mais do que lucrou e registra retorno de 1,35% no mês

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Foto: Suno/Banco

O fundo imobiliário VGIR11 apurou resultado líquido de R$ 18,65 milhões em setembro de 2026, abaixo dos R$ 19,02 milhões registrados no mês anterior. Apesar da queda, os desembolsos superaram o lucro contábil do período, com R$ 18,99 milhões efetivamente distribuídos aos cotistas. O pagamento referente a setembro ocorreu em 20 de outubro de 2026, no valor de R$ 0,13 por cota.

Com a cotação de R$ 9,65 ao fim de setembro, a remuneração mensal representou um dividend yield (DY) de aproximadamente 1,35%. Pela metodologia da gestão, que considera o valor patrimonial das cotas, a distribuição correspondeu a uma rentabilidade líquida anualizada equivalente a CDI + 3,14%. Ao fim do mês, o fundo mantinha reserva de caixa próxima de R$ 0,01 por cota para cobrir eventuais despesas.

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O montante distribuído no período superou o resultado mensal, sem alterar a disciplina de repasses adotada pela gestão. O relatório gerencial detalhou a composição das receitas e o nível de despesas recorrentes, que se mantiveram controladas em setembro. O fundo seguiu com estratégia concentrada em crédito imobiliário atrelado ao CDI.

Resultados acumulados do VGIR11

Entre janeiro e setembro de 2026, o resultado somou R$ 165,88 milhões, enquanto os pagamentos aos investidores atingiram R$ 163,63 milhões, equivalentes a R$ 1,12 por cota. No intervalo de 12 meses encerrado em setembro, o fundo acumulou R$ 223,28 milhões em resultado e destinou R$ 220,61 milhões aos cotistas, correspondentes a R$ 1,51 por cota. Nesse período, a rentabilidade líquida calculada sobre o valor patrimonial foi equivalente a CDI + 2,01% ao ano.

A relação entre geração de resultado e distribuição permaneceu próxima ao longo dos períodos analisados, refletindo a dinâmica de receitas e despesas do portfólio. A reserva de caixa próxima de R$ 0,01 por cota ao fim de setembro reforça a capacidade de absorver desembolsos operacionais pontuais. Os repasses mensais seguiram alinhados à política de distribuição do fundo.

Receitas de CRIs sustentam o resultado mensal

A remuneração de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) foi a principal fonte de receitas em setembro. Os juros desses títulos totalizaram R$ 15,34 milhões, enquanto as negociações de CRIs adicionaram R$ 4,15 milhões. Outros ativos contribuíram com R$ 447,6 mil, elevando as receitas totais do período a R$ 19,94 milhões.

As despesas recorrentes somaram R$ 1,29 milhão no mês. Após a dedução dos custos, o resultado líquido fechou em R$ 18,65 milhões, conforme o relatório gerencial. A composição das receitas indica o peso do crédito imobiliário na geração de caixa, compatível com a alocação dos recursos do portfólio.

Carteira de CRIs e alocação do fundo

Ao fim de setembro de 2026, havia aproximadamente R$ 1,37 bilhão aplicados em CRIs, distribuídos entre 57 operações. Esses ativos representavam 98,1% do patrimônio líquido, consolidando a concentração em crédito imobiliário. A carteira permanecia integralmente atrelada ao CDI, com remuneração média ponderada de CDI + 4,07% ao ano.

Durante setembro, a gestão realizou novas aplicações e recebeu amortizações de operações em andamento, mantendo o acompanhamento das condições de crédito e das garantias associadas aos recebíveis. A dinâmica de alocação buscou preservar a qualidade do fluxo de caixa, compatível com os resultados e distribuições reportados no período.

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