O TVRI11 registra alta de 20% no lucro líquido de março, alcançando R$ 17,969 milhões e um avanço de cerca de 20% ante fevereiro. O desempenho veio de receitas de R$ 16,526 milhões frente a despesas de R$ 571 mil, sustentando margens elevadas para o fundo. A gestão destaca estabilidade operacional e disciplina financeira apesar de ajustes pontuais na carteira.
Em março, o resultado por cota atingiu R$ 1,13, acima dos R$ 1,05 distribuídos. Para os investidores com direito aos proventos, os dividendos do TVRI11 implicaram dividend yield anualizado de 12,58%, reforçando a atratividade da renda do portfólio. Esse diferencial entre resultado e distribuição indica capacidade de manutenção de pagamentos consistentes.
Nos últimos 12 meses, a performance do fundo foi de 26,4%, superando o IFIX, que avançou 16,8% no mesmo período. Em outra métrica, a rentabilidade alcançou 32,0% em 12 meses, também acima dos 25,3% do índice de referência. Os números evidenciam a resiliência do TVRI11 frente ao mercado de FIIs.
A gestão do fundo imobiliário TVRI11 reportou rescisões antecipadas parciais em duas unidades: agências Praça Rui Barbosa (Bauru) e Belém-Centro. Com esses avisos, sete agências estão em período de notificação, enquanto a taxa de ocupação segue estável em 94%, com aluguel médio de R$ 61,6 por metro quadrado. A venda da Agência Brás segue com pendências: parcelas de janeiro, fevereiro e março não foram quitadas, embora 75% do valor total já tenha sido pago.
Perspectivas e estrutura patrimonial do TVRI11
No balanço patrimonial, o fundo encerrou março com patrimônio líquido de R$ 1,66 bilhão, predominantemente alocado em imóveis (R$ 1,62 bilhão). Há dívida de R$ 34,7 milhões via CRI, mantendo alavancagem moderada e alinhada ao perfil de receita contratada. Esse arranjo favorece previsibilidade de caixa.
Com o resultado robusto, distribuição competitiva e desempenho acima do benchmark, o TVRI11 preserva um perfil defensivo, ainda que monitore riscos de vacância e cobranças em andamento. O histórico recente sinaliza capacidade de atravessar períodos de ajustes mantendo a geração de caixa e o retorno ao cotista.
