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Copom corta a Selic e reacende rally dos fundos imobiliários

Investimentos - Bolsa de Valores

Foto: Suno/Banco

A decisão do Copom de reduzir a Selic para 14,50% ao ano reacende o apetite por risco e amplia a atratividade dos fundos imobiliários e fiagros. O corte de 0,25 ponto percentual, mesmo sob tom cauteloso, reposiciona a relação entre renda fixa e ativos variáveis, redesenhando o fluxo de capitais no mercado brasileiro. Em cenários de juros mais baixos, investidores tendem a buscar alternativas com rendimento real superior e potencial de valorização.

Com a Selic menor, os FIIs ganham competitividade. Juros altos elevam o prêmio exigido e comprimem preços; já a queda da taxa básica reduz o custo de oportunidade, melhora o valuation dos imóveis e incentiva novas captações. Esse movimento vinha sendo precificado: mesmo com Selic em 15%, o IFIX registrou máximas históricas em 2025, apoiado por ofertas robustas e expectativa de flexibilização monetária.

O IFIX seguiu firme na sessão mais recente, fechando a 3.927,12 pontos (+0,06%), após oscilar entre 3.921,46 e 3.927,58 pontos. A abertura ocorreu em 3.924,64 pontos. O IFIX permanece próximo ao topo histórico, com a máxima de 52 semanas em 3.944,38 pontos, refletindo confiança crescente no ciclo de queda dos juros e na resiliência dos rendimentos distribuídos pelos principais fundos.

Estratégias de fundos especializados também se beneficiam. O SNAG11, atrelado ao CDI + 3,69%, sofre pouco no curto prazo, preservando previsibilidade do carrego; porém, a redução dos juros favorece a marcação a mercado dos créditos, abrindo espaço para ganhos de capital. No SNCI11, spreads continuam elevados, com potencial de valorização dos CRIs conforme a curva futura recua.

Fundos de fundos como o SNFF11 e o SNME11 tendem a capturar a reprecificação do mercado secundário, monetizando compressões de desconto em cotas de terceiros. Em ciclos de queda, esses veículos se beneficiam da agilidade para realocar posições e girar portfólios com eficiência, aproveitando assimetrias de preço entre segmentos e classes de ativos.

Para o especialista Leonardo Santana, da Top Gain, a comparação entre renda fixa e o mercado imobiliário muda com a virada do ciclo. Em juros elevados, a competição é desfavorável aos FIIs. Quando a Selic cai, os fundos imobiliários recuperam espaço nas carteiras, combinando renda recorrente e potencial de valorização. No horizonte de longo prazo, a flexibilização do Copom cria uma janela atrativa para fundos de qualidade ainda negociados com desconto.

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