O fundo imobiliário PORD11 encerrou junho com resultado de R$ 3,266 milhões, ainda em leve retração frente aos meses anteriores. O desempenho dos ativos somou R$ 2,84 milhões, ao passo que as despesas totalizaram R$ 600 mil no período.
Pela competência de junho de 2026, a distribuição foi de R$ 0,098 por cota, repetindo o valor do mês anterior. Nos últimos doze meses, os rendimentos do PORD11 alcançaram R$ 1,18 por cota, equivalentes a um dividend yield de 14,00% ao ano sobre a cota base de R$ 8,45.
Em termos reais, o indicador corresponde a IPCA + 9,20% para uma duration de três anos. Considerando o gross-up de IR, a relação sobe para IPCA + 11,57%. Sobre a cota de mercado, o yield do mês foi de 1,16%, e, em 12 meses, de 14,00%. Os proventos permanecem isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, conforme as condições previstas em lei.
Rendimentos do PORD11 e métricas de yield
O patamar de R$ 0,098 por cota reflete a manutenção do nível de distribuição observado no mês anterior. Na janela anual, o total de R$ 1,18 por cota confirma o yield de 14,00% ao ano na cota base de R$ 8,45, com correlação de IPCA + 9,20% para uma duration de três anos.
Com o gross-up de IR aplicado, a métrica de retorno real atinge IPCA + 11,57%. Pela ótica da cota de mercado, o desempenho mensal de 1,16% complementa a taxa anualizada de 14,00% nos últimos 12 meses, em linha com as referências apresentadas pela gestão.
Movimentações e alocação da carteira do PORD11
Ao longo do mês, a gestão reduziu a posição de caixa de 27% para 23% do patrimônio líquido. Os recursos foram destinados a reforçar posições em emissores já presentes na carteira, em operações que somaram cerca de 4% do PL.
O fundo também prossegue na estruturação de duas operações proprietárias, previstas para agosto, que, em conjunto, devem representar cerca de 8% do patrimônio. Por tipo de operação, o caixa responde por 23% do patrimônio líquido, seguido por CRI corporativo série única (32%), CRI corporativo sênior (11%) e CRI pulverizado sênior (10%).
Completam a alocação os FIIs (10%), CRI pulverizado mezanino (6%), CRI pulverizado série única (6%) e CRI corporativo série subordinada (2%). Por indexador, os CRIs atrelados ao IPCA, a IPCA + 11,01%, representam 34,5% da carteira, enquanto os indexados ao CDI, a CDI + 4,30%, somam 28,3%.
Os FIIs correspondem a 9,4%, os CRIs em IGP-M (IGP-M + 10,94%) a 2,0%, os prefixados (16,43%) a 0,8% e as debêntures em CDI (CDI + 3,37%) a 0,5%. A carteira de CRIs é diversificada por segmento, com destaque para renda urbana (18,1%), residencial (16,2%) e MCMV (14,1%).
Na sequência, aparecem residencial e comercial (12,6%), hospitalar (11,7%) e laje corporativa (11,3%). Também figuram loteamento (5,6%), transporte (5,0%), varejo alimentício (2,8%), varejo (1,3%) e energia (1,3%). Quanto ao tipo de risco, os CRIs corporativos somam 66%, e a carteira pulverizada, 34%.
O valor de mercado do fundo é de R$ 315,0 milhões, frente a um patrimônio líquido de R$ 355,2 milhões. A cota de mercado está em R$ 8,45, enquanto a cota patrimonial é de R$ 9,53, o que resulta em P/VP de 0,89x. A duration da carteira é de 3,39 anos.
A base de cotistas avançou no mês, atingindo 45.671 investidores, um acréscimo de 752 participantes. O fundo não registra vacância física nem financeira, segundo a atualização mais recente da gestão.
