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Lucro do CPTS11 sobe 14,4% em junho; provento supera o CDI em 25,9%

Uma pessoa de terno está escrevendo em um pedaço de papel

Imagem gerada por IA

O fundo imobiliário CPTS11 apurou resultado de R$ 36,879 milhões em junho, alta de 14,4% em relação ao mês anterior, mais de R$ 4 milhões acima de maio. As receitas totais somaram R$ 48,072 milhões, enquanto as despesas chegaram a R$ 11,193 milhões no período.

O rendimento distribuído pela competência de junho foi de R$ 0,090 por cota, com pagamento em 21 de julho de 2026. O resultado do mês alcançou R$ 0,101 por cota, deixando R$ 0,01 por cota de resultado acumulado. Esse dividendo corresponde a 125,9% do CDI líquido em relação à cota de mercado.

Sobre a cotação de fechamento de R$ 7,51, os rendimentos do CPTS11 implicam um dividend yield anualizado de 15,37%. Para os próximos meses, a projeção da gestão é de distribuições em torno de R$ 0,09 por cota, com cenário otimista de R$ 0,10 (yield de 17,20% ao ano) e pessimista de R$ 0,08 (13,56% ao ano). Os proventos são isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas dentro das condições previstas na legislação.

Carteira e alocação em junho

O portfólio é composto por FIIs (63,4%), CRIs (21,4%), operações de carrego (8,5%) e liquidez (6,8%). A taxa líquida da carteira ficou em IPCA + 11,78% ao ano, ante 11,98% no mês anterior.

A carteira de crédito reúne dez CRIs, todos indexados ao IPCA, adquiridos a IPCA + 6,31% e marcados a mercado em IPCA + 8,98%. Esse bloco apresenta duration média de 4,5 anos, spread médio de 0,92%, taxa nominal média de 15,16% e LTV médio de 57,61%. Do total, 95% dos devedores são listados, e todos os ativos estão adimplentes. Por setor, a concentração está em shopping (43,9%), renda urbana (38,7%) e lajes corporativas (17,4%).

A carteira de fundos reúne 84 FIIs, sendo 81,2% de tijolo e 18,8% de papel, negociados a 1,0 vez o valor patrimonial. Os principais segmentos são shoppings (23,3%), logística (21,4%), FOF (16,1%), renda urbana (14,9%) e lajes corporativas (14,8%). As maiores posições individuais são CPOP (8,3%), GSFI (6,1%) e VXXV (5,5%).

No mês, houve compras de R$ 1,37 milhão em CRIs, a uma taxa média de IPCA + 8,70%, e vendas de R$ 35 milhões em CRIs, a IPCA + 8,73%. A TIR média dos fundos Capitânia na carteira foi de 13,5% ao ano, superior aos 11,5% do IFIX e aos 8,7% do IMA-B no período.

Desconto na bolsa e histórico de retorno

O valor de mercado somou R$ 2,73 bilhões, ou R$ 7,51 por cota, enquanto o valor patrimonial atingiu R$ 3,14 bilhões, ou R$ 8,65 por cota. A diferença coloca o fundo negociado a 0,87 vez o patrimônio.

A base de investidores avançou para 392.504 cotistas, alta de 2,78% no mês. O volume total negociado foi de R$ 178,095 milhões, com média diária de R$ 8,5 milhões e presença em 100% dos pregões.

Desde o início, o fundo acumula retorno de 228,9% pelo valor de mercado, ou 10,6% ao ano, e de 267,7% pela cota patrimonial, ou 11,6% ao ano, à frente do CDI, do CDI líquido e do IFIX no mesmo período.

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