Com receitas de R$ 6,201 milhões e despesas de R$ 1,183 milhão, o RBRR11 encerrou junho com resultado de R$ 14,739 milhões. O resultado distribuível por cota foi de R$ 0,90, já líquido de um efeito extraordinário negativo de R$ 0,13 por cota, ligado às vendas de CRIs e FIIs realizadas no período.
A partir desse resultado, foram R$ 15,974 milhões distribuídos, equivalentes a R$ 0,98 por cota, pagos em 16 de julho. Os recursos saíram da reserva, que recuou de R$ 0,41 por cota em maio para R$ 0,33 por cota ao fim de junho. A gestão afirmou que busca preservar o ritmo de distribuição enquanto ajusta a carteira.
A gestora vem reorganizando seus fundos de crédito imobiliário high grade, grupo que inclui PCIP, VCJR, RPRI e o próprio fundo. Todos compartilham o mesmo perfil: carteiras de CRIs high grade indexados ao IPCA, garantias imobiliárias robustas e portfólios diversificados. Segundo a administração, essa similaridade favorece uma consolidação com potencial de diluir riscos, ampliar escala, elevar liquidez e reduzir custos.
A assembleia geral extraordinária, inicialmente prevista para o fim de junho, foi adiada. O adiamento ocorreu após reajustes adicionais em marcações, feitos depois das provisões para perdas pontuais reconhecidas nessas carteiras desde maio, com o objetivo de refletir melhor o valor real dos ativos. A fusão dependerá de aprovação dos cotistas em assembleia.
Quatro vendas com prejuízo no RBRR11
O efeito extraordinário no resultado de junho foi causado por quatro desinvestimentos, todos classificados pela gestão como fora do perfil atual do fundo. As saídas ocorreram para rebalancear o portfólio e reduzir exposições consideradas menos aderentes à estratégia.
Entre os CRIs, a posição no CRI Pátio Malzoni, de R$ 9,0 milhões, foi zerada, gerando perda de R$ 0,02 por cota. Também foi encerrada a posição no CRI Bem Brasil, de R$ 5,2 milhões, com prejuízo de R$ 0,03 por cota. As operações buscaram concentrar o capital em ativos alinhados ao mandato high grade.
No segmento de FIIs, houve a venda de 53.426 cotas de RPRI11, em um volume de R$ 4,5 milhões, com impacto de R$ 0,07 por cota. Além disso, a posição no FLCR11, de R$ 1,2 milhão, foi zerada, com perda de R$ 0,01 por cota. A gestão pretende continuar alienando posições de volume reduzido e risco considerado inaderente, sem comprometer o resultado.
Carteira do RBRR11 ao fim de junho
Ao fim de junho, 97,5% do patrimônio líquido estava investido em ativos-alvo. A alocação principal estava em CRIs, com 95,3% do portfólio, cuja remuneração média é de 15,7% ao ano, ou IPCA + 9,9% ao ano, com prazo médio de 3,9 anos e spread de 1,2% ao ano. Os FIIs respondiam pelos 2,2% restantes.
A carteira de crédito reunia 98 CRIs e uma operação estruturada. Do total, 99% dos títulos são indexados ao IPCA, enquanto 1% acompanha o IGP-M, a IGP-M + 9,7% ao ano. A política de indexadores permanece focada em inflação, em linha com a proposta de risco e retorno do fundo.
Houve revisão na classificação dos segmentos dos CRIs para torná-la mais aderente ao risco de cada operação. No segmento residencial, a categoria passou a distinguir entre financiamento à construção, que reúne obras em andamento, e estoque, que inclui imóveis já concluídos. A composição dos investimentos não foi alterada com esse ajuste.
Nenhum novo papel entrou na watchlist em junho. Os ativos já listados seguem sujeitos a eventuais remarcações a critério do administrador, uma diretriz que continua válida no fundo. A administração reafirmou que o monitoramento permanece ativo para preservar a qualidade do portfólio.
