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PPEI11 acumula R$ 181,8 milhões em dividendos desde IPO

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Foto: Suno/Banco

O Prisma Proton Energia FIP-IE fechou o segundo trimestre de 2026 com foco em geração de caixa e manutenção de proventos aos cotistas. Listado na B3 desde outubro de 2020, o fundo detém quatro autorizações para exploração de ativos de geração de energia solar, todos atualmente em operação.

No período, a disponibilidade média das usinas variou de 99,1% a 99,8%, superando a meta de 99% usada para certificação de produção de energia de P50. O desempenho operacional reforça a capacidade de os parques permanecerem aptos para gerar energia ao longo do trimestre.

Desde fevereiro deste ano, as distribuições passaram a ocorrer mensalmente, sempre ao fim de cada mês. A projeção para 2026 indica o pagamento total de R$ 13,40 por cota. No histórico desde o IPO, os proventos somam R$ 181,8 milhões, equivalentes a R$ 40,39 por cota.

Em 30 de junho, a cota era negociada a R$ 83,60, resultando em valor de mercado próximo de R$ 376,2 milhões. No IPO, realizado em outubro de 2020, o preço foi de R$ 106,67.

Fundo PPEI11 apresenta geração acima do contratado

A produção consolidada dos quatro ativos alcançou 27,3 MW médios no segundo trimestre, queda de 4,5% frente ao mesmo intervalo de 2025. Segundo a administração, a retração decorreu da menor incidência de recurso solar nos parques durante o período.

Apesar da comparação anual desfavorável, a performance acumulada ao longo dos anos contratuais permanece acima dos volumes contratados nos quatro parques. Eventuais excedentes ao fim de cada ano contratual podem ser cedidos a outra usina participante do mesmo leilão, mediante negociação bilateral.

A receita líquida do período somou R$ 28,48 milhões, praticamente estável ante os R$ 28,44 milhões de um ano antes. O reajuste dos preços dos contratos pelo IPCA contribuiu com cerca de R$ 1,32 milhão, enquanto o menor volume gerado trouxe impacto negativo aproximado de R$ 1,28 milhão.

Os custos e despesas cresceram 2% na comparação anual do trimestre. No acumulado do ano, porém, a variação permanece abaixo da inflação do período, conforme os dados divulgados pelo fundo.

H2: Restrição de geração tem impacto financeiro imaterial
Um ponto de atenção é o curtailment, a restrição de geração por limitações do sistema elétrico. Em novembro de 2025, a Aneel aprovou um plano emergencial de gestão de excedentes de energia que pode atingir usinas classificadas como Tipo III em cenários críticos.

Entre os quatro ativos, a UFV Esmeralda, ligada à Celpe, e a UFV Sobrado, ligada à Coelba, estão sujeitas a esse mecanismo. A administração afirma que ainda não é possível estimar efeitos financeiros, pois dependem do volume de cortes, dos critérios de rateio e de eventuais mecanismos de ressarcimento.

Em junho, a UFV Esmeralda sofreu restrição parcial de escoamento durante quatro horas, das 10h às 14h do dia 7. A redução estimada foi de 2,73 MWh, com impacto financeiro próximo de R$ 1.300, classificado como imaterial. Foi a primeira ocorrência de curtailment em um ativo do portfólio. Mesmo com o episódio, os quatro parques mantiveram geração acima dos volumes contratados no acumulado de seus respectivos anos contratuais.

As despesas financeiras totalizaram R$ 7,86 milhões no trimestre, sendo R$ 6,63 milhões referentes ao financiamento junto ao BNB e R$ 1,23 milhão relativos aos juros das debêntures de infraestrutura emitidas pela holding.

Foco em renda e trajetória de proventos desde o IPO

Além do fluxo recorrente de proventos, o comportamento de mercado segue parte relevante da trajetória do veículo. Desde o IPO, realizado em 28 de outubro de 2020, a cota foi precificada em R$ 106,67 por meio de bookbuilding.

Considerando os dividendos distribuídos ao longo do período, o preço do IPO ajustado pelos proventos recua para R$ 66,28 por cota, o que representa valor de mercado ajustado de aproximadamente R$ 298,3 milhões. A diferença entre a cotação ajustada e o preço atual sinaliza o peso dos proventos na composição do retorno do investidor ao longo do tempo. Até junho, foram R$ 40,39 por cota distribuídos desde a estreia na B3.

A liquidez média diária nos últimos 90 dias foi de cerca de R$ 250 mil, abaixo da média de R$ 640 mil registrada desde o IPO. Ao fim do segundo trimestre, o fundo contabilizava 2.352 cotistas.

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