O fundo imobiliário PATL11 concluiu a amortização parcial que inaugura a etapa final de sua trajetória e detalhou a operação no relatório gerencial de junho. Conforme o fato relevante de 30 de junho de 2026, a movimentação totalizou R$ 66,3283502 por cota e ocorreu em duas modalidades de pagamento.
A maior parcela foi entregue em cotas de outro fundo. Foram R$ 59,0683502 por cota em cotas do HGLG11, apuradas pelo fechamento de 29 de junho de 2026, de R$ 151,55 por cota, o que gerou um fator de proporção de 0,38976146 cota do fundo comprador para cada cota do veículo. O complemento, de R$ 7,26 por cota, foi pago em dinheiro.
O imposto de renda, quando devido, foi integralmente retido na fonte pela administradora e descontado do valor pago em moeda corrente. O fundo preservou R$ 5 milhões em caixa para eventuais obrigações relacionadas à renda mínima garantida. Ao fim de um período de seis meses, está prevista a amortização final, encerrando definitivamente as atividades. O relatório de junho é o último da série do FII.
Como o PATL11 estruturou a amortização parcial
Conforme o material de apoio ao fato relevante de 4 de maio, o fundo alienou seu portfólio ao fundo comprador e recebeu 2.130.508 cotas em troca. Para quitar o IRRF, foram vendidas 185.000 dessas cotas, restando 1.945.508 cotas a serem distribuídas aos cotistas.
As 1.945.508 cotas amortizadas, divididas pelo total de 4.991.535 cotas do veículo, resultam no fator de 0,38976146. Na prática, a cada 100 cotas do fundo, o cotista recebeu 38,976146 cotas do fundo comprador e R$ 726,00 em dinheiro, nos casos sem retenção de imposto na fonte. Esse arranjo reflete a combinação de entrega em cotas e parcela em moeda corrente definida no fato relevante.
O fechamento de 29 de junho de 2026, de R$ 151,55 por cota, foi a referência de mercado usada para precificar as cotas do fundo comprador na operação. Esse mesmo valor servirá de base para o registro do preço de aquisição das novas cotas na apuração fiscal futura dos investidores.
Tributação na amortização do PATL11
A retenção de imposto seguiu o custo médio informado por cada cotista. Quando o custo médio superou o valor de amortização, de R$ 66,33 por cota, não houve retenção. Quando o custo médio foi inferior, o fundo reteve 20% sobre a diferença entre o valor de amortização e o custo médio declarado.
Para os cotistas que não informaram o custo médio, aplicou-se o preço mínimo histórico de negociação das cotas na B3, de R$ 39,81, com retenção de 20% sobre a diferença até o valor de amortização. Esse procedimento padroniza a tributação em conformidade com as regras vigentes para amortizações de fundos imobiliários.
A partir de 3 de julho, os antigos cotistas passaram a deter cotas do fundo comprador. O preço de aquisição dessas novas cotas foi fixado em R$ 151,55 por cota, com base no mercado de 29 de junho de 2026, referência que deve ser utilizada nas futuras declarações de imposto de renda. O tratamento das frações de cotas será divulgado por novo fato relevante nos próximos dias pelo fundo.
O veículo também informou a manutenção de R$ 5 milhões em caixa para honrar eventuais compromissos relacionados à renda mínima garantida durante a transição. Após o prazo de seis meses, a amortização final concluirá o processo e encerrarão-se as atividades do fundo, conforme o cronograma apresentado no relatório de junho.
