O fundo imobiliário JSRE11 encerrou agosto de 2026 com resultado de R$ 10,93 milhões, equivalente a R$ 0,53 por cota, segundo o relatório gerencial. No acumulado de janeiro a agosto, o resultado atingiu R$ 84,83 milhões, ou R$ 4,08 por cota, mantendo o desempenho em linha com os meses anteriores.
A principal fonte de receita no mês foi a receita imobiliária, que somou R$ 9,68 milhões. O fundo também registrou R$ 2,90 milhões oriundos de cotas subordinadas e R$ 851,1 mil em receitas com títulos públicos. As despesas do período totalizaram R$ 2,55 milhões, compondo o quadro operacional de agosto.
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Para o mês, os dividendos permaneceram em R$ 0,50 por cota, repetindo o valor de julho, com distribuição total de R$ 10,38 milhões aos cotistas. Entre janeiro e agosto de 2026, as distribuições alcançaram R$ 80,58 milhões, o que corresponde a R$ 3,88 por cota. Após o pagamento dos rendimentos, a reserva ficou em R$ 0,72 por cota, provendo margem para os próximos ciclos.
O fundo trabalha com projeção de distribuição entre R$ 0,50 e R$ 0,53 por cota nos meses seguintes, conforme sinalizado na documentação gerencial. A estimativa considera a geração de caixa recorrente e a dinâmica de locações e revisionais que seguem em andamento na carteira.
JSRE11 mantém dividendos e projeta distribuição
Além do fluxo de receitas, a gestão reportou novas movimentações na carteira de escritórios ao longo de agosto. O período foi marcado por expansões de inquilinos, renovações contratuais, revisionais de aluguel e negociações para ocupação de áreas ainda disponíveis, com impacto direto sobre a vacância dos edifícios.
No WT Morumbi, a Stellantis ampliou sua ocupação e passou a utilizar também o 13º andar. Com esse movimento, a vacância do ativo recuou de 18,3% para 14,5%. No WTNU III, foi concluído o retrofit da recepção, etapa prevista no cronograma para atualização da infraestrutura do empreendimento.
As revisionais de aluguel avançaram nos edifícios WTNU I e WTNU II, com o objetivo de aproximar os contratos aos níveis praticados no mercado. No WTNU I, a negociação envolvendo a Wish S.A. foi finalizada, consolidando a etapa do processo naquele ativo. As tratativas no WTNU II seguem em curso, conforme o reporte.
Vacância recua com expansões e renovações de contratos
No Tower Bridge, ocorreram duas frentes relevantes. A Salesforce ampliou sua ocupação e passou a utilizar o 16º andar, enquanto o Fleury renovou por dez anos seu contrato no empreendimento. A única área que seguia disponível encontrava-se em fase final de elaboração da minuta, indicando possível encerramento da vacância remanescente.
O Fleury também efetivou renovações no Rochaverá, prorrogando por dez anos os contratos referentes à loja e aos 2º e 9º andares. Em paralelo, um conjunto desocupado seguia em fase final de negociação, o que tende a reduzir ainda mais a ociosidade do ativo, caso a locação seja confirmada.
No Edifício Paulista, houve a renovação da locação do 14º andar com a Regus, operação que gerou ganho real de aproximadamente 60% em relação ao aluguel anterior. Após a saída da P1, foram promovidas alterações nos conjuntos dos 7º, 8º e 9º andares: a Petrobras permaneceu no empreendimento e a Regus assumiu diretamente a operação desses espaços, resultando em ganho real de 35% frente ao valor anteriormente pago pela P1 e mantendo o edifício sem vacância.
Portfólio consolidado e métricas operacionais do fundo
Ao fim de agosto, a carteira consolidada somava aproximadamente 200 mil m² de área bruta locável, com vacância física e financeira de 3,9%. Excluindo os imóveis detidos indiretamente por meio do JS Renda Imobiliária, a taxa de vacância era de 2,4%, refletindo a estabilização de ocupação nos principais ativos.
A composição imobiliária permanecia concentrada em escritórios corporativos, com maior presença na cidade de São Paulo. O portfólio consolidado reunia 115 inquilinos, diversificando o risco por locatário e setor. O prazo médio ponderado dos contratos, medido pelo WALE, era de 3,3 anos, sustentando previsibilidade de receitas no horizonte próximo.
Com a combinação de geração operacional, revisão contratual e avanço de locações, o fundo encerrou agosto com estabilidade na distribuição e redução de vacância em ativos estratégicos. A gestão segue focada em endereçar os espaços ainda disponíveis e ajustar contratos aos níveis correntes de mercado, conforme indicado nas últimas comunicações.
